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OS DESAFIOS DA SAÚDE

Diariamente, ouvimos pessoas falando que precisamos cuidar bem da nossa saúde física e mental. As dicas vão desde boa alimentação, exercícios, visitas médicas, perder peso etc. Inclusive, as Escrituras Sagradas recomendam a boa saúde. Veja esta palavra do apóstolo João ao seu discípulo Gaio: “oro para que você tenha boa saúde e tudo lhe corra bem, assim como vai bem a sua alma.” III João 1.2. E, claro, sábio é quem escuta estes conselhos e os pratica, cuidando de forma ativa e preventiva da sua saúde pessoal, afinal, a prevenção ainda é o melhor remédio.

Felizmente, a sociedade vem despertando para o assunto, cuidando melhor da sua saúde. Então, resta agora outra pergunta: estamos cuidando bem da saúde da cidade? Esta questão é bem mais complicada, desafiadora e complexa. Estamos falando da coletividade e existem muitas variáveis e gigantes a serem superados.

Quando falamos da saúde pública no que diz respeito a tratar os nossos doentes, o cenário, segundo estatísticas, revela que nossa cidade está perdendo sua saúde. É necessário cuidar de pacientes com consultas, exames, cirurgias, tratamentos, internações e medicações, além de gerir pessoal, instalações, equipamentos e campanhas. Estes sinais não apontam para a alta hospitalar, mas sim para o tratamento intensivo. Para se ter uma ideia, existem mais de sete mil pessoas na fila esperando por uma cirurgia eletiva e, em alguns casos a espera é de até três anos. Será que muitos vão poder esperar? Pela falta de médicos, temos espera no agendamento de consultas, pela falta de equipamentos temos espera para exames. Na área de ortopedia, por exemplo, estão sendo chamados para cirurgias pacientes que aguardam desde 2013 na fila. É claro que existem alguns fatos ou índices isolados que melhoraram para o cidadão que depende exclusivamente da saúde pública, mas, no geral, a realidade de São José dos Campos, carinhosamente chamada de “capital do Vale” (e sabemos que esta referência vem por sermos a maior cidade da região), tem visto declínios alarmantes. Em especial, a população que vive e trabalha na cidade, percebe que juntamente ao crescimento da população, à crise brasileira e aos problemas de gestão pública, os problemas se atenuam, em especial em questões de saúde, transporte e segurança.

Lembre-se que na campanha eleitoral municipal, uma pesquisa apontou que a maior preocupação da população era a saúde. E de fato, nossa saúde pública, em geral, está piorando nos últimos dez anos, segundo dados estatísticos estaduais. Em 2005 o município estava na 6ª posição; hoje estamos na 20ª. Interessante é que tanto na gestão passada, com Dr. Itamar Coppio, quanto na atual, com Dr. Ricardo Nakagawa, os vices prefeitos de nossa cidade são médicos com larga experiência na área da saúde.

Nossa rede municipal de saúde conta com 558 médicos efetivos, 40 UBSs, cinco UPAS, três hospitais e mais de 2.000 funcionários. Todavia, mesmo com toda esta estrutura a saúde não está bem. Eu realmente creio que este assunto precisa ser visto com muita atenção e vontade política porque a saúde tem pressa.

Sem ação, investimentos e decisões difíceis, a saúde vai ficar cada dia mais doente. Toda a cidade espera que o novo gestor de São José dos Campos, o prefeito Felício Ramuth, priorize este assunto em seu governo, tendo sido eleito em primeiro turno com 62,2% dos votos. Claro que com menos de 100 dias de governo não se pode resolver problemas tão grandes, contudo, é preciso estar atento, pois estamos diante de grandes desafios, que precisam de gestão profissional e assertiva. A população mais carente da cidade está esperando nas filas.

Fazer a gestão da saúde para uma cidade tão grande e heterogênea não é tarefa simples e fácil, porém, a população confia e espera que dias melhores venham, com boas soluções e avanços, propostos por homens que se apresentaram diante do povo para resolver os principias problemas do município. Que Deus abençoe nosso prefeito, seu vice e seu secretário de Saúde, para que nossa cidade volte, com esta gestão, aos melhores índices da saúde pública do Estado de São Paulo, porque a secretaria é de saúde, e não de morte.

Com carinho, seu amigo, Pr. Carlito Paes!