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RENOVE A SUA FÉ E A SUA ESPERANÇA

Post: Renove sua fé e sua esperança

Nos dias atuais, estamos cercados de notícias de violência, corrupção e injustiças. Mais do que nunca, é preciso renovar nossa esperança. Você sabia que a Bíblia apresenta a expressão “Não temas” 365 vezes, uma para cada dia do ano? Não deixe que o medo o paralise. O livro de Salmos, na Bíblia, traz 150 capítulos carregados de pérolas de sabedoria poética. Dentre tantas, lemos: “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.” (Salmo 30:5b). Em outras palavras: tenha perspectiva, que é um essencial à vida e pré-requisito para toda grande vitória.

Só será possível viver bem com uma perspectiva positiva. O único lugar onde não há qualquer perspectiva é no inferno (lugar de tormentos) e sua vida não é um. Como disse o estadista britânico Windsor Churchill, “Se sua vida estiver atravessando um inferno, marche!” Você foi criado para grandeza, para uma vida radiante aqui e eternamente.

A perspectiva e a esperança precisam dominar nossas mentes e corações. Deus nos instiga a não desistir, a tentar novamente, a caminhar mais uma vez. Paulo, o apóstolo, disse: “As aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada!” (Romanos 8:18).

Sou um otimista. Gosto de pensar que tudo pode ficar melhor, que amanhã pode ser melhor que hoje, a despeito das pessoas negativistas. Não ignoraremos a realidade das crises ao nosso redor, é claro. Oraremos e lutaremos por dias melhores, entendendo que estamos aqui para contribuir em reverter essas realidades. Não faremos isso com atitudes negativas de lamentação, murmuração e terceirização dos problemas, pois ele não é somente dos outros ou do governo, mas de cada um de nós.

Tudo na vida é uma questão de decisão e atitude! Acredito que podemos ser pessoas positivas num mundo negativo, sermos resposta em tempo de dúvidas, sermos solução em tempo de aflições. Em Mateus 14:12-33, lemos quando Jesus e seus discípulos atravessaram uma tempestade terrível. Os discípulos entraram no barco por ordem de Jesus. Mesmo obedecendo-o, foram pegos pelo assolador e o barco estava naufragando. De repente, Jesus acorda e diz: “tende bom ânimo, Sou Eu. Não tenham medo”. Acredite, com Jesus não chegou ao fim. A tempestade vai passar e dias melhores virão! Vença o pessimismo e o fatalismo e decida ter fé e viver pela fé em Jesus. Como Paulo também escreveu: “Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós…” (Efésios 3:20).

Tenha fé, esperança e amor! Você nunca será um fracasso até que você desista. Se você estiver andando na frente, os galhos baterão diretamente em você, então este pode ser um bom sinal. Avance, pois dias melhores virão para os pioneiros e empreendedores.

Carlito Paes
Pastor Líder da Igreja da Cidade em São José dos Campos e Rede de Igrejas da Cidade.

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O QUE TE TRAZ ESPERANÇA?

Onde está sua esperança?

Como anda sua esperança como brasileiro? Antes de prosseguir, reflita! Em difíceis dias do Reino de Israel, por volta do ano 609 a. C, quando babilônios invadiram e subjugaram o povo israelita, um profeta judeu de nome Jeremias, escreveu, “… lembro-me também do que pode dar-me esperança” (Lamentações de Jeremias 3:21). Ele decidiu ter esperança, mesmo em meio ao caos, prisão e desesperança.

Hoje, em dias tão obscuros, as notícias de desemprego, corrupção e violência enchem nossas telas, tentando-nos a perder a esperança. No âmbito municipal, estadual e federal, empresários e políticos poderosos, no executivo, legislativo e até judiciário, continuam com malas cheias de dinheiro sendo entregues à luz o dia. Presidentes e ex-presidentes continuam não sabendo de nada, mentindo abertamente para a nação. Aceitam favores de executivos com iniciais do nome do proprietário estampadas na fuselagem do avião, mas em nota afirmam não saber a quem pertencia o jato. Um juiz do supremo bate boca com seu colega da mais alta magistratura, numa descarada tentativa de tentar livrar seus apadrinhados com teses duvidosas de brechas das manipuláveis interpretações da lei. Nossa ex-presidente, que dizia até pouco tempo que delatores não eram confiáveis, agora diz que os mesmos são boas fontes. Partidos políticos tornam-se organizações criminosas. Agremiações, clubes, sindicatos, civis e militares, homens e mulheres se corrompem. Mega traficantes presos trocam recados em presídios de segurança máxima e até mesmo as igrejas se seduzem pelo poder temporal.

O que pensar? Que não existe mais esperança? Mais do que nunca, não podemos basear nossa esperança nos que deveriam trabalhar pelo povo e pelo desenvolvimento da nação, mas estão apenas tentando criar leis para se safarem da justiça por seus crimes. Nossa esperança deve permanecer em Deus. Cremos que Dele vem a solução para uma mudança cultural. Ainda acredito na justiça institucional, em iniciativas de alguns nobres magistrados, como o Juiz Sérgio Moro ou o jovem Procurador da República Deltan Dallagnol, um homem cristão, capaz, competente, corajoso, qualificado e íntegro. Embora acredite neles, eu confio mesmo é em Deus, que é o Justo Juiz, que criou e governa tudo.

Ele nos trará novos tempos. Dele virá a solução para uma grande mudança. Da nossa parte precisamos crer, orar e se manifestar condenando a corrupção e seus corruptores, promovendo a ética e a justiça, cada um trabalhando pela paz e o bem comum em seu raio de ação e influência.

E acima de tudo, não perdendo a esperança. Escolha a esperança! “Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel” (Hebreus 10:23).

Carlito Paes
Pastor Líder da Igreja da Cidade em São José dos Campos e Rede de Igrejas da Cidade.

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QUAL É O PROPÓSITO DA VIDA?

Se a vida é boa ou ruim, depende do ponto de vista e circunstâncias. Nesta análise, não apenas a riqueza ou o grau de escolaridade contam. O Japão, por exemplo, infelizmente enfrenta uma alta taxa de suicido entre jovens e adolescentes, e é um pais com altíssimos índices de IDH. Auto realização e patrimônio não são sinônimos.

Ao mesmo tempo, sabemos que nossa experiência terrena é breve e passageira. Não há como discordar do apóstolo Tiago quando diz: “A vida é como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa.” Isso nos faz perguntar: qual é o propósito desta vida? Afinal de contas, o que fazemos aqui na terra? Essa não é uma pergunta fácil e, certamente, não será com uma resposta simplória que daremos fim a dúvidas ao redor deste tema. Todavia, creio que existe uma resposta, e ela está em direção a um ser superior. Não creio que a existência do homem restringe-se apenas à sua forma humana, pois esta é apenas uma parte, a parte física. Concordo plenamente as palavras do filósofo ateu J. Bertran Russell: “A menos que se admita a existência de Deus, a questão que se refere ao propósito da vida não tem sentido.”

Esta pergunta é tão pertinente que diariamente pessoas do mundo todo buscam tais respostas por meio de religiões, esportes, piedade, negócios, prazeres, estudos e relacionamentos. Alguns chegam ao desespero de se entregarem a vícios e hábitos destrutivos nesta busca frenética por sentido. Contudo, encontramos pessoas o tempo todo que nos provam que estas alternativas não trazem respostas profundas o suficiente. Grande parte desta frustração está no fato de que o homem busca o sentido para vida dentro de si mesmo, esquecendo-se que o homem é criação e não criador. Naturalmente, a criação não nasce com tal resposta dentro de si mesmo. Observe a quantidade de venda de livros de autoajuda em todo o mundo. Não posso dizer que são ruins completamente, mas, todos em geral seguem a mesma direção: dê valor a seus sonhos, defina seus valores, estabeleça metas, foque no seu ponto forte, aspire grandes objetivos, seja disciplinado, acredite em si mesmo etc. Tudo é colocado como se o próprio ser humano fosse uma “máquina de respostas e soluções.” Obviamente são orientações boas e com bons resultados. Porém, não tratam da grande essência da vida.

O propósito da vida é maior que nossa carreira, família, sonhos e ambições. O propósito de sua vida está em um ser superior!

Você não irá descobrir o propósito da vida olhando para você mesmo. Precisamos nos voltar para Deus, o supremo Criador, e buscar nele respostas. Assim não vamos matar e morrer por uma busca de sentido baseada apenas no que podemos sentir, ver, tocar e ter.

Carlito Paes
Pastor Líder da Igreja da Cidade em São José dos Campos e Rede de Igrejas da Cidade.

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O QUE É EMUNAH?

O grande espetáculo do Auto de Páscoa em sua 14ª edição traz este ano o espetáculo Emunah. Mas o que isto significa? A palavra Emunah aparece na Bíblia pela primeira vez em Habacuque, onde encontramos o seguinte texto: “Eis o soberbo! A sua alma não é reta nele; mas o justo pela sua fé (emunah) viverá.” (Habacuque 2.4).

A importância deste versículo pode ser medida pelas citações a ele no Novo Testamento, onde encontramos:

“É evidente que pela lei ninguém é justificado diante de Deus, porque: O justo viverá da fé” Gálatas 3.11.

“Porque no evangelho é revelada, de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.” Romanos 1.17.

E, “Mas o meu justo viverá da fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele.” Hebreus 10.38.

Apesar de encontrarmos nestes textos a palavra grega “pistis” temos que considerar que na mente dos escritores do Novo Testamento, ao citar este texto, o que lhes vinham à memória era a palavra em hebraico “emunah”.

Assim, se queremos entender melhor o que estes homens queriam ensinar sobre a fé, como meio de alcançarmos a graça de Deus, devemos nos ocupar em entender o significado de “emunah”.

Emunah deriva de outra palavra hebraica: “aman“. É justamente essa palavra que encontramos em Gênesis 15:6, onde lemos: “E creu (aman) Abrão no Senhor, e o Senhor imputou-lhe isto como justiça.” Gênesis 15:6.

Outro detalhe interessante é que do mesmo radical da palavra “aman” temos formadas as palavras “emet” e “amar”. “Emet” é a palavra usada para “verdade” enquanto que “amar” é a palavra usada para “dizer”, “falar” ou “proclamar”.

Essas associações são interessantes e sugestivas. Atualmente usamos a palavra “fé” para indicar, na maioria das vezes, a confiança em práticas religiosas. Mas analisando melhor o contexto das Escrituras vamos aprender que “fé” é muito mais que isso.

Vamos entender melhor isso nas palavras do escritor de Hebreus: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem.” Hebreus 11.1.

Segundo o escritor aos Hebreus a “fé” é a “certeza”, a “convicção”, a “firmeza” de fatos que ainda se esperam. Isso pode parecer estranho, já que “fato” é algo com um lugar definido no tempo e no espaço. Em um primeiro momento, não parece lógico um “fato” que ainda não ocorreu.

Aqui temos uma importante definição sobre “fé”. A “fé” é quando creditamos o peso de verdade a algo ou alguém, considerando as afirmações deste algo ou alguém como um “fato” indiscutível, independentemente deste “fato” ainda não ter acontecido ou estar em um passado longínquo.

Assim, a “fé” remove todas as dúvidas, apesar de ser transcendente, não é irracional, pelo contrário, com o conhecimento essa “fé” pode ser aumentada e aperfeiçoada. Por isso Paulo nos ensina: “Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo.” Romanos 10.17.

Mas como a “fé” pode ser o meio para alcançar a Salvação?

A Bíblia Sagrada não faz distinção entre “fé” para salvação, ou “fé” para se alcançar uma cura, não existe isso nas Escrituras. Na Palavra de Deus encontramos apenas “fé”.

A questão é que ao depositar fé na Salvação apresentada pelas Escrituras temos por certo e plenamente verdadeiro as condições que envolvem o Evangelho.

Ao depositar “fé” na Palavra de Deus, estamos convictos de nossos pecados e culpas, de nossa incapacidade de nos redimir com nosso Criador, estamos convictos do amor de Deus ao nos chamar ao arrependimento, dando-nos seu Filho e, diante dessa convicção, que temos por “fato”, ou “verdade absoluta”, somos impelidos a viver com “fidelidade” a tudo o que a Palavra nos exige, tanto em nossa conduta, como em nossas expectativas.

E é por isso que Jesus diz: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.” João 14.21.

Aquele que deposita a “fé” em Deus não tem dificuldade alguma em procurar obedecer aos mandamentos e servir a Deus, pois a “fé” leva à “fidelidade”. Não há nenhuma contradição quando se entende os fundamentos da fé.

O oposto disso é o legalismo, que condiciona a Salvação através de práticas religiosas por força ou imposição, e não sendo fruto da fé.

Também a “fé” deve gerar uma esperança firme e convicta, que nos norteia e consola.

Outro aspecto importante a ser destacado é a similaridade entre as palavras em hebraico “aman” e “amar” (crer e proclamar). Ambas possuem o mesmo radical, e encontramos o apóstolo ensinando: “pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.” Romanos 10:10.

Assim percebemos que a confissão e o testemunho são inerentes à fé. Quando depositamos a fé em nosso Deus nos tornamos arautos de seus feitos. E nisso concorda o Messias quando diz: “O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, do seu mau tesouro tira o mal; pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca.” Lucas 6.45.

Portanto, se tem ouvido a Palavra de Deus, busque aperfeiçoar em seu coração a “fé” correta, que será a verdadeira balança em seu coração, para amar e aplicar em sua vida os princípios da Vontade de Deus, expressa em seus mandamentos.

Viva sua fé em Deus, 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem dogmas, rituais e ou religiosidade, viva uma fé plena e operante, concreta e relacional, uma fé viva no único Deus vivo, que através de seu único Filho, Jesus, fez-se vida para nós.

Viva Emunah em Deus hoje!

Carlito Paes
Pastor Líder da Igreja da Cidade em São José dos Campos e Rede de Igrejas da Cidade.

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O AUGE DA PÁSCOA CRISTÃ

“Não tenham medo”, disse ele. “Vocês estão procurando Jesus, o Nazareno, que foi crucificado. Ele ressuscitou! Não está aqui.” – Mc 16.6 

Chegamos ao domingo de Páscoa, o ponto máximo da grande celebração da cristandade; o domingo da ressurreição chegou! Ficou para trás a tristeza da traição, a agonia do jardim do Getsêmani, a dor cruel do calvário, a morte vicária na cruz, o sangue derramado e a incógnita pelo silêncio do sábado. Agora é domingo e sua maior mensagem é a de que a cruz está vazia. O túmulo está vazio e a fé está viva em todo mundo, porque Jesus, o Cristo, ressuscitou e vive eternamente.

A festa da Páscoa é de origem judaica –  Pessach – instituída antes mesmo do surgimento do Cristianismo. Tratava-se de uma comemoração do povo judeu por terem sido libertados da escravidão no Egito, que durou aproximadamente 400 anos. Essa libertação coincidiu com a Primavera, que ocorria no mês hebraico (nissan) correspondente aos últimos dias de março e meados de abril. Hoje, a data é comemorada anualmente no primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre no início da primavera (no Hemisfério Norte) e do outono (no Hemisfério Sul), sempre entre os dias 22 de março e 25 de abril.

A Páscoa foi ampliada pelo Cristianismo com um novo sentido, o sentido do Evangelho, o de que Jesus veio nos libertar dos nossos pecados pelo derramento do sangue inocente do Cordeiro de Deus.  Como está Escrito: “No dia seguinte João viu Jesus aproximando-se e disse: “Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” João 1.29.

Os judeus seguem a tradição descrita no livro do Êxodo: “E este dia será um memorial que vocês e todos os seus descendentes celebrarão como festa ao Senhor. Celebrem-no como decreto perpetuo” (Êxodo 12.14). Durante as festividades da Pessach, é feito um jantar especial de comemoração chamado “Sêder de Pessach”, que tem o objetivo de reunir toda a família. O Pessach judeu é comemorado durante sete dias.

Absorvendo a raiz de origem judaica, a Páscoa cristã, pela sua história significa a festa mais importante para o cristianismo, pois representa a ressurreição de Jesus Cristo, o filho de Deus.

Durante os 40 dias que precedem a Semana Santa e a Páscoa – período conhecido como Quaresma – os cristãos se dedicam à meditação para lembrar os 40 dias passados por Jesus no deserto e os sofrimentos que ele suportou na cruz do calvário por amor a humanidade.

A Semana Santa começou domingo passado com o chamado “Domingo de Ramos”, que lembra a entrada de Jesus em Jerusalém, ocasião em que as pessoas cobriam as ruas da cidade de Jerusalém com folhas de tamareiras, para comemorar a sua chegada.

A Sexta Feira Santa é o dia em que os cristãos lembram a morte de Jesus na cruz. E por fim, com a chegada do Domingo de Páscoa, os cristãos celebram a Ressurreição de Cristo e a sua primeira aparição entre os seus discípulos, o domingo é o dia da vitória da morte sobre a Cruz, é o domingo da liberdade, o bem triunfando sobre o mal.

Segundo as Escrituras, Jesus, por ser judeu, participou de várias celebrações pascais. Ele e sua família se deslocavam de Nazaré à Jerusalém frequentemente para as festas judaicas, e esse costume continuou em sua vida adulta ministerial. Por isso ele pousava na casa dos seus amigos em Betânia, Lázaro, Marta e Maria. Quando tinha doze anos de idade foi levado pela primeira vez por seus pais, José e Maria, para comemorar a Páscoa, conforme narram algumas das histórias do Novo Testamento da Bíblia.

A mais famosa participação relatada na Bíblia foi a chamada “Última Ceia”, na qual Jesus e os seus discípulos fizeram a “comunhão do corpo e do sangue”, simbolizados pelo pão e pelo vinho. Nesta oportunidade, Jesus nos deixou uma ordenança que, após sua partida, seu povo deveria sempre se lembrar, até a sua volta, de que seu corpo e seu sangue foram entregues para que cada um de nós tivéssemos comunhão com Ele. A igreja cristã guarda e celebra esta ordenança periodicamente em suas liturgias.

Neste dia tão importante para todos nós, o essencial é lembrarmos de que Jesus ressuscitou e hoje Ele vive, governa e intercede junto ao Pai por todos nós individualmente, que seja hoje também um tempo de ressurreição para sua vida, sonhos e projetos com Deus. Feliz Páscoa! Jesus já ressuscitou em seu coração também?

Carlito Paes
Pastor Líder da Igreja da Cidade em São José dos Campos (SP) e da Rede de Igrejas da Cidade.

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SEMANA SANTA QUARESMA, DIREÇÃO À PÁSCOA

Está chegando o tempo da Páscoa, que terá início no próximo domingo para os cristãos. Embora seja uma festa de herança judaica, é o ápice da quaresma cristã.

A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos, referindo-se à entrada de Jesus cidade de Jerusalém, ocasião em que povo recolheu galhos de árvores e palmas para saudá-lo (Evangelho de Mateus 21:9).

A Semana prossegue em memória dos eventos da traição, julgamento, crucificação no cruel calvário durante a sexta-feira, até ao domingo da ressurreição.

Celebrada em todo mundo, a festa judaico-cristã é o ponto alto da fé tanto para cristãos católicos, quanto evangélicos e ortodoxos, naturalmente, com suas características e tradições específicas, mas, com o mesmo intuito de celebrar esta data especial.

Enquanto a festa judaica “Pessach” relembrava a libertação do povo hebreu do domínio da escravidão egípcia, com o símbolo do sangue do cordeiro nos batentes das portas, a Páscoa cristã passou a celebrar a libertação dos pecados por meio da paixão de Jesus, martirizado, crucificado e ressurreto.

Na semana declarada santa por mais de dois bilhões de pessoas em mais 200 países do mundo, cristãos relembram com contrição, jejuns e orações a saga de fé, amor, renúncia e sacrifício que Jesus fez vicariamente pela humanidade. Há, inclusive, cristãos perseguidos que, por serem minoria em seus países hostis e sem liberdade de religião, também celebraram a Páscoa sob risco de morrer por sua fé.

É muito importante relembrar que Jesus não lutou por uma causa, como gostaria alguns de seus discípulos judeus frente à opressão do império romano.

Jesus lutou por vidas e para dar a cada um liberdade. Por isso mesmo, Jesus transcende ao cristianismo como religião, com seus erros e acertos.

É impressionante que passados vinte e um séculos, mesmo sem nunca ter saído fisicamente da região de Israel, Jesus continua atraindo bilhões de pessoas em toda a Terra.

Igrejas continuam cheias e a influência da fé cristã continua rompendo barreiras.

Continua sendo a maior religião da humanidade (a segunda tem pouco mais que a metade de seu tamanho), apesar dos erros e pecados de cada cristão.

O Brasil é um dos maiores países cristãos do mundo. Em São José dos Campos acontece a maior encenação de páscoa do Vale do Paraíba, o Auto de Páscoa, este ano com o espetáculo “Emunah”.

O espetáculo que leva o nome de “fé”, em hebraico, vem com muitas novidades em sua 14ª edição. Centenas de vozes, cerca de 70 instrumentos orquestrados, solistas, corpo de teatro e de dança contarão a história de Jesus Cristo, desde o nascimento à crucificação, com grande cenário, figurino e efeitos especiais.

O Auto de Páscoa tornou-se tradição na cidade e é parte do calendário de eventos oficiais de São José dos Campos. Ao longo de 14 anos, já passaram pelo evento quase 500 mil pessoas. A expectativa em 2017 é de um público de 40 mil pessoas.

Para realizar o evento deste ano, mais de mil voluntários estão envolvidos, atuando desde o coro, orquestra, teatro, figurino e cenografia à recepção e logística.

Recomendo a você e sua família! O espetáculo acontecerá no Campus Colina, que conta com mais de 4400 vagas para carros e um amplo auditório para 6.000 pessoas, com uma equipe de voluntários para auxiliar a sua chegada desde o estacionamento, que é gratuito. Você pode escolher entre oito pontos de troca, espalhados pela cidade, para trocar um quilo de alimento não perecível por um ingresso.

No ano passado, 25 toneladas de alimentos foram arrecadadas e distribuídas para várias entidades sociais do município. O Campus Colina está situado na Rod. Pres. Dutra, km 145. “Emunah” acontece de 10 a 15 de abril, às 20h de segunda a quinta, e às 16h e às 20h na sexta e no sábado.

Boa quaresma para você e sua família! Vamos receber, celebrar e repartir a vida plena de Jesus e seu sacrifício de amor por cada um de nós.

Com carinho, seu amigo, Pr. Carlito Paes!

Vale a pena ter esperança?

Você já parou para pensar exatamente o que significa esperança? Ela existe mesmo? Ou é apenas um tema recorrente dos poetas, teólogos, religiosos, místicos, apaixonados e, quem sabe, dos tolos e fracos?

Penso que assim como é impossível movimentar uma frota de automóveis, de aviões, de navios ou de qualquer máquina a motor por combustão, também é impossível imaginar o ser humano vivendo e movendo-se sobre a Terra sem esperança!

Creio que a esperança é o combustível da alma. Nosso ser interior é dirigido pela esperança, pela perspectiva de que o futuro será melhor, por isso entendo que Deus criou o dia, a noite e as estações do ano. À noite, ao deitar para dormir, sempre o fazemos com a esperança de um novo amanhã, de um dia melhor. Podemo-noslembrar de que depois de um rigoroso inverno, vem a primavera. Existe um belo versículo na Bíblia que diz: “… o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Salmo 30.5). Isto é esperança! Você precisa mais de esperança para viver do que possa imaginar.

Sem a esperança tudo para; tudo fica congelado, incolor, como um dia sem o amanhã. A esperança nos faz pensar no próximo minuto da vida, no próximo passo, na próxima oportunidade, na próxima estação. A esperança é uma inspiração para nossos dias, ela fecunda nossos sonhos. Na verdade, a esperança e a vida se confundem porque não podemos desassociar a ideia de vida sem esperança. Vida é esperança!

Com grande propriedade o apóstolo Paulo afirmou em sua carta aos Romanos 5.5: “A esperança não decepciona”. Com ela a ordem emerge do caos, com ela as dores são suavizadas e a morte perde seu poder.
A esperança é amiga da paciência, é filha legítima da fé, é irmã inseparável da perseverança e prima da determinação. Talvez, por isso, a esperança tenha ganhado o adágio popular: “A esperança é a última que morre”. Ter esperança, portanto, é a condição primária para você se tornar uma pessoa verdadeira e estável, sem ela, diante das naturais adversidades da vida, tenderá a desanimar.

A esperança nos renova e faz reagir com estabilidade diante dos dias instáveis. Devido a isso, uma pessoa sem esperança já é um perdedor. Você precisa dizer para o seu fracasso que existe uma esperança, que dará a volta por cima e não desistirá.

Ter esperança é manter a luz acesa. É não se curvar diante da escuridão. É conseguir enxergar quando não se pode ver quase nada. É olhar para dentro de si e não perder os sonhos de vista. É ver-se quando ninguém mais percebe. É esforça-se para manter-se vivo, respirando contra tudo que conspira em oposição.

De onde vem a nossa esperança? Nossa esperança tem uma fonte: o Senhor! Como está escrito: “Esteja sobre nós o teu amor, SENHOR, como está em ti a nossa esperança” (Salmo 33.22). A essência da fé não é a religião, isso é sobre homens, a esperança é sobre Deus, é algo de Deus aos homens, um presente dos céus. Por isso, o inferno é o pior lugar para o ser humano, lá não existe perspectiva, ou seja, esperança. Sempre será ruim e pior a cada dia.

Quem ama, quer viver; quem vive, precisa de fé e esperança. Todavia, acredite, é impossível manter a esperança sem fé; deseje uma fé sobrenatural em Deus. Por meio de Jesus Cristo, o Salvador, você receberá uma viva esperança, que resiste e sobrevive a dias difíceis, ao luto, à dor, à perda e às tristezas profundas, porque justamente esta é a função divina da esperança neste mundo, alimentar o nosso coração!

Mesmo que você esteja vivendo dias em que quase perdeu a esperança; que tenha descoberto uma traição, que o dinheiro tenha acabado, que a ilusão trouxe à realidade da perda, que o vício tomou lugar da razão, enfim, agora precisa prosseguir. Receba com fé a esperança que vem do Senhor e não desista!

Mais do nunca em dias de crise, desemprego e desesperança, creia na esperança, tenha esperança. Ela é real e vital para a vida dos que jamais desistem! E mais que isto, tenha uma viva esperança em Deus.

Carlito Paes
Pastor da IC SJCampos e Líder da Rede de Igrejas da Cidade

Por que tantas igrejas fecham?

Em recente viagem aos EUA, visitei uma igreja na região metropolitana de Washington-DC, sob o nome McLean Bible Church, uma grande e operosa igreja missionária, social, relevante para o mundo e para sua comunidade local. Naquela manhã, ela estava lançando um projeto de plantação de novas igrejas na região metropolitana da capital americana e em outros grandes centros, como também têm feito outras igrejas como a Redeemer Presbterian Church de NY, do conhecido pastor Tim Keller. Esta visão de plantar novas igrejas acontece por um fato muito simples: igrejas antigas e muito tradicionais estão fechando em larga escala nos EUA, são 24 igrejas fechadas por dia, 750 por mês e o estarrecedor número de 9.000 igrejas ao ano. E se você for estudar este mesmo tema com relação à Europa, os números serão ainda mais tenebrosos.

Mas que igrejas são estas? Igrejas cristãs católicas, episcopais, metodistas, presbiterianas, batistas, congregacionais, igrejas históricas que acabaram perdendo o foco da real adoração, do mover do Espírito Santo, da visão e da missão de ser uma igreja bíblica, missionária, apostólica, discipuladora e relevante para comunidade. Perderam o foco porque suas estruturas, dogmas e tradições se tornaram mais importantes do que as pessoas e o Senhor da igreja, de um movimento passaram apenas a um monumento.

Contudo, porque vemos tantas novas igrejas e megaigrejas surgindo como nunca antes nos EUA e grandes cidades em todo mundo? Em quase 400 anos da igreja evangélica nos EUA, as maiores igrejas que já existiram ainda estão em pleno funcionamento hoje? O mesmo caso podemos dizer que ocorre no Brasil. Nossa igreja é a maior igreja em número de membros das mais de 6.000 igrejas afiliadas a Convenção Batista Brasileira, pois mais da metade têm menos de 100 membros e a grande maioria luta com dificuldades para sustentar seu único pastor e realizar a missão da igreja local.

Realmente creio que existe um movimento de Deus, que nossa igreja, a de McLean e tantas outras grandes igrejas do mundo estão fazendo, que é estabelecer novas igrejas, com sólida base bíblica para um novo tempo. É tempo de estabelecer novas igrejas, para um novo tempo. Infelizmente hoje existem igrejas, que se o século XX voltasse, elas estariam prontas. O problema é que o tempo não volta atrás. Não podemos ser igreja como antigamente, porque não existe mais necessidade de igrejas como antigamente. Precisamos de novas igrejas para novas realidades.
Hoje, uma nova igreja terá maior capacidade de crescimento do que uma igreja centenária. A igreja precisa se renovar e se reinventar como instituição a cada 10 anos, e isto não será possível se for baseado em estrutura e prédio, mas sim se for baseado na Palavra e nas pessoas.

Nunca se fecharam tantas igrejas nos EUA e Europa como em nossos dias. Ao mesmo tempo em que em 21 séculos do Cristianismo, nunca se plantaram tantas igrejas e ministérios contextualizados e relevantes a sua comunidade ao redor. Sendo assim, aqui no Brasil, onde não vivemos a mesma realidade que igreja europeia e americana, a igreja brasileira precisa aprender com estes fatos e se antecipar, se modernizando, atualizando e se reestruturando e estabelecendo novas igrejas imediatamente. Este é o tempo e esta é a hora! Estes fatos apenas confirmam que estamos na direção certa.

Que nossa igreja prossiga de forma alinhada ao Espírito e a Palavra, sempre reavaliando suas estratégias e estruturas, porque elas devem nos servir de meio e não como um fim. A igreja somos nós, pessoas, para glória de Deus, para trazer o céu à Terra, e não para virar um objetivo em si mesma, voltada para seus programas, tradições, calendários, estruturas, doutrinas e denominações.

Temos que ser uma igreja livre e contextualizada, uma vibrante força em movimento. E quando nosso Senhor Jesus voltar para arrebanhar Seu povo, nossa igreja estará linda, vivendo os propósitos de Deus e cumprindo Seus planos no mundo, de forma local e global, ou seja, ganhando, discipulando, treinando e enviando discípulos por toda a Terra!

Carlito Paes
Pastor da IC SJCampos e Líder da Rede de Igrejas da Cidade