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O QUE É EMUNAH?

O grande espetáculo do Auto de Páscoa em sua 14ª edição traz este ano o espetáculo Emunah. Mas o que isto significa? A palavra Emunah aparece na Bíblia pela primeira vez em Habacuque, onde encontramos o seguinte texto: “Eis o soberbo! A sua alma não é reta nele; mas o justo pela sua fé (emunah) viverá.” (Habacuque 2.4).

A importância deste versículo pode ser medida pelas citações a ele no Novo Testamento, onde encontramos:

“É evidente que pela lei ninguém é justificado diante de Deus, porque: O justo viverá da fé” Gálatas 3.11.

“Porque no evangelho é revelada, de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.” Romanos 1.17.

E, “Mas o meu justo viverá da fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele.” Hebreus 10.38.

Apesar de encontrarmos nestes textos a palavra grega “pistis” temos que considerar que na mente dos escritores do Novo Testamento, ao citar este texto, o que lhes vinham à memória era a palavra em hebraico “emunah”.

Assim, se queremos entender melhor o que estes homens queriam ensinar sobre a fé, como meio de alcançarmos a graça de Deus, devemos nos ocupar em entender o significado de “emunah”.

Emunah deriva de outra palavra hebraica: “aman“. É justamente essa palavra que encontramos em Gênesis 15:6, onde lemos: “E creu (aman) Abrão no Senhor, e o Senhor imputou-lhe isto como justiça.” Gênesis 15:6.

Outro detalhe interessante é que do mesmo radical da palavra “aman” temos formadas as palavras “emet” e “amar”. “Emet” é a palavra usada para “verdade” enquanto que “amar” é a palavra usada para “dizer”, “falar” ou “proclamar”.

Essas associações são interessantes e sugestivas. Atualmente usamos a palavra “fé” para indicar, na maioria das vezes, a confiança em práticas religiosas. Mas analisando melhor o contexto das Escrituras vamos aprender que “fé” é muito mais que isso.

Vamos entender melhor isso nas palavras do escritor de Hebreus: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem.” Hebreus 11.1.

Segundo o escritor aos Hebreus a “fé” é a “certeza”, a “convicção”, a “firmeza” de fatos que ainda se esperam. Isso pode parecer estranho, já que “fato” é algo com um lugar definido no tempo e no espaço. Em um primeiro momento, não parece lógico um “fato” que ainda não ocorreu.

Aqui temos uma importante definição sobre “fé”. A “fé” é quando creditamos o peso de verdade a algo ou alguém, considerando as afirmações deste algo ou alguém como um “fato” indiscutível, independentemente deste “fato” ainda não ter acontecido ou estar em um passado longínquo.

Assim, a “fé” remove todas as dúvidas, apesar de ser transcendente, não é irracional, pelo contrário, com o conhecimento essa “fé” pode ser aumentada e aperfeiçoada. Por isso Paulo nos ensina: “Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo.” Romanos 10.17.

Mas como a “fé” pode ser o meio para alcançar a Salvação?

A Bíblia Sagrada não faz distinção entre “fé” para salvação, ou “fé” para se alcançar uma cura, não existe isso nas Escrituras. Na Palavra de Deus encontramos apenas “fé”.

A questão é que ao depositar fé na Salvação apresentada pelas Escrituras temos por certo e plenamente verdadeiro as condições que envolvem o Evangelho.

Ao depositar “fé” na Palavra de Deus, estamos convictos de nossos pecados e culpas, de nossa incapacidade de nos redimir com nosso Criador, estamos convictos do amor de Deus ao nos chamar ao arrependimento, dando-nos seu Filho e, diante dessa convicção, que temos por “fato”, ou “verdade absoluta”, somos impelidos a viver com “fidelidade” a tudo o que a Palavra nos exige, tanto em nossa conduta, como em nossas expectativas.

E é por isso que Jesus diz: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.” João 14.21.

Aquele que deposita a “fé” em Deus não tem dificuldade alguma em procurar obedecer aos mandamentos e servir a Deus, pois a “fé” leva à “fidelidade”. Não há nenhuma contradição quando se entende os fundamentos da fé.

O oposto disso é o legalismo, que condiciona a Salvação através de práticas religiosas por força ou imposição, e não sendo fruto da fé.

Também a “fé” deve gerar uma esperança firme e convicta, que nos norteia e consola.

Outro aspecto importante a ser destacado é a similaridade entre as palavras em hebraico “aman” e “amar” (crer e proclamar). Ambas possuem o mesmo radical, e encontramos o apóstolo ensinando: “pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.” Romanos 10:10.

Assim percebemos que a confissão e o testemunho são inerentes à fé. Quando depositamos a fé em nosso Deus nos tornamos arautos de seus feitos. E nisso concorda o Messias quando diz: “O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, do seu mau tesouro tira o mal; pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca.” Lucas 6.45.

Portanto, se tem ouvido a Palavra de Deus, busque aperfeiçoar em seu coração a “fé” correta, que será a verdadeira balança em seu coração, para amar e aplicar em sua vida os princípios da Vontade de Deus, expressa em seus mandamentos.

Viva sua fé em Deus, 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem dogmas, rituais e ou religiosidade, viva uma fé plena e operante, concreta e relacional, uma fé viva no único Deus vivo, que através de seu único Filho, Jesus, fez-se vida para nós.

Viva Emunah em Deus hoje!

Carlito Paes
Pastor Líder da Igreja da Cidade em São José dos Campos e Rede de Igrejas da Cidade.

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O AUGE DA PÁSCOA CRISTÃ

“Não tenham medo”, disse ele. “Vocês estão procurando Jesus, o Nazareno, que foi crucificado. Ele ressuscitou! Não está aqui.” – Mc 16.6 

Chegamos ao domingo de Páscoa, o ponto máximo da grande celebração da cristandade; o domingo da ressurreição chegou! Ficou para trás a tristeza da traição, a agonia do jardim do Getsêmani, a dor cruel do calvário, a morte vicária na cruz, o sangue derramado e a incógnita pelo silêncio do sábado. Agora é domingo e sua maior mensagem é a de que a cruz está vazia. O túmulo está vazio e a fé está viva em todo mundo, porque Jesus, o Cristo, ressuscitou e vive eternamente.

A festa da Páscoa é de origem judaica –  Pessach – instituída antes mesmo do surgimento do Cristianismo. Tratava-se de uma comemoração do povo judeu por terem sido libertados da escravidão no Egito, que durou aproximadamente 400 anos. Essa libertação coincidiu com a Primavera, que ocorria no mês hebraico (nissan) correspondente aos últimos dias de março e meados de abril. Hoje, a data é comemorada anualmente no primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre no início da primavera (no Hemisfério Norte) e do outono (no Hemisfério Sul), sempre entre os dias 22 de março e 25 de abril.

A Páscoa foi ampliada pelo Cristianismo com um novo sentido, o sentido do Evangelho, o de que Jesus veio nos libertar dos nossos pecados pelo derramento do sangue inocente do Cordeiro de Deus.  Como está Escrito: “No dia seguinte João viu Jesus aproximando-se e disse: “Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” João 1.29.

Os judeus seguem a tradição descrita no livro do Êxodo: “E este dia será um memorial que vocês e todos os seus descendentes celebrarão como festa ao Senhor. Celebrem-no como decreto perpetuo” (Êxodo 12.14). Durante as festividades da Pessach, é feito um jantar especial de comemoração chamado “Sêder de Pessach”, que tem o objetivo de reunir toda a família. O Pessach judeu é comemorado durante sete dias.

Absorvendo a raiz de origem judaica, a Páscoa cristã, pela sua história significa a festa mais importante para o cristianismo, pois representa a ressurreição de Jesus Cristo, o filho de Deus.

Durante os 40 dias que precedem a Semana Santa e a Páscoa – período conhecido como Quaresma – os cristãos se dedicam à meditação para lembrar os 40 dias passados por Jesus no deserto e os sofrimentos que ele suportou na cruz do calvário por amor a humanidade.

A Semana Santa começou domingo passado com o chamado “Domingo de Ramos”, que lembra a entrada de Jesus em Jerusalém, ocasião em que as pessoas cobriam as ruas da cidade de Jerusalém com folhas de tamareiras, para comemorar a sua chegada.

A Sexta Feira Santa é o dia em que os cristãos lembram a morte de Jesus na cruz. E por fim, com a chegada do Domingo de Páscoa, os cristãos celebram a Ressurreição de Cristo e a sua primeira aparição entre os seus discípulos, o domingo é o dia da vitória da morte sobre a Cruz, é o domingo da liberdade, o bem triunfando sobre o mal.

Segundo as Escrituras, Jesus, por ser judeu, participou de várias celebrações pascais. Ele e sua família se deslocavam de Nazaré à Jerusalém frequentemente para as festas judaicas, e esse costume continuou em sua vida adulta ministerial. Por isso ele pousava na casa dos seus amigos em Betânia, Lázaro, Marta e Maria. Quando tinha doze anos de idade foi levado pela primeira vez por seus pais, José e Maria, para comemorar a Páscoa, conforme narram algumas das histórias do Novo Testamento da Bíblia.

A mais famosa participação relatada na Bíblia foi a chamada “Última Ceia”, na qual Jesus e os seus discípulos fizeram a “comunhão do corpo e do sangue”, simbolizados pelo pão e pelo vinho. Nesta oportunidade, Jesus nos deixou uma ordenança que, após sua partida, seu povo deveria sempre se lembrar, até a sua volta, de que seu corpo e seu sangue foram entregues para que cada um de nós tivéssemos comunhão com Ele. A igreja cristã guarda e celebra esta ordenança periodicamente em suas liturgias.

Neste dia tão importante para todos nós, o essencial é lembrarmos de que Jesus ressuscitou e hoje Ele vive, governa e intercede junto ao Pai por todos nós individualmente, que seja hoje também um tempo de ressurreição para sua vida, sonhos e projetos com Deus. Feliz Páscoa! Jesus já ressuscitou em seu coração também?

Carlito Paes
Pastor Líder da Igreja da Cidade em São José dos Campos (SP) e da Rede de Igrejas da Cidade.

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OS DESAFIOS DA SAÚDE

Diariamente, ouvimos pessoas falando que precisamos cuidar bem da nossa saúde física e mental. As dicas vão desde boa alimentação, exercícios, visitas médicas, perder peso etc. Inclusive, as Escrituras Sagradas recomendam a boa saúde. Veja esta palavra do apóstolo João ao seu discípulo Gaio: “oro para que você tenha boa saúde e tudo lhe corra bem, assim como vai bem a sua alma.” III João 1.2. E, claro, sábio é quem escuta estes conselhos e os pratica, cuidando de forma ativa e preventiva da sua saúde pessoal, afinal, a prevenção ainda é o melhor remédio.

Felizmente, a sociedade vem despertando para o assunto, cuidando melhor da sua saúde. Então, resta agora outra pergunta: estamos cuidando bem da saúde da cidade? Esta questão é bem mais complicada, desafiadora e complexa. Estamos falando da coletividade e existem muitas variáveis e gigantes a serem superados.

Quando falamos da saúde pública no que diz respeito a tratar os nossos doentes, o cenário, segundo estatísticas, revela que nossa cidade está perdendo sua saúde. É necessário cuidar de pacientes com consultas, exames, cirurgias, tratamentos, internações e medicações, além de gerir pessoal, instalações, equipamentos e campanhas. Estes sinais não apontam para a alta hospitalar, mas sim para o tratamento intensivo. Para se ter uma ideia, existem mais de sete mil pessoas na fila esperando por uma cirurgia eletiva e, em alguns casos a espera é de até três anos. Será que muitos vão poder esperar? Pela falta de médicos, temos espera no agendamento de consultas, pela falta de equipamentos temos espera para exames. Na área de ortopedia, por exemplo, estão sendo chamados para cirurgias pacientes que aguardam desde 2013 na fila. É claro que existem alguns fatos ou índices isolados que melhoraram para o cidadão que depende exclusivamente da saúde pública, mas, no geral, a realidade de São José dos Campos, carinhosamente chamada de “capital do Vale” (e sabemos que esta referência vem por sermos a maior cidade da região), tem visto declínios alarmantes. Em especial, a população que vive e trabalha na cidade, percebe que juntamente ao crescimento da população, à crise brasileira e aos problemas de gestão pública, os problemas se atenuam, em especial em questões de saúde, transporte e segurança.

Lembre-se que na campanha eleitoral municipal, uma pesquisa apontou que a maior preocupação da população era a saúde. E de fato, nossa saúde pública, em geral, está piorando nos últimos dez anos, segundo dados estatísticos estaduais. Em 2005 o município estava na 6ª posição; hoje estamos na 20ª. Interessante é que tanto na gestão passada, com Dr. Itamar Coppio, quanto na atual, com Dr. Ricardo Nakagawa, os vices prefeitos de nossa cidade são médicos com larga experiência na área da saúde.

Nossa rede municipal de saúde conta com 558 médicos efetivos, 40 UBSs, cinco UPAS, três hospitais e mais de 2.000 funcionários. Todavia, mesmo com toda esta estrutura a saúde não está bem. Eu realmente creio que este assunto precisa ser visto com muita atenção e vontade política porque a saúde tem pressa.

Sem ação, investimentos e decisões difíceis, a saúde vai ficar cada dia mais doente. Toda a cidade espera que o novo gestor de São José dos Campos, o prefeito Felício Ramuth, priorize este assunto em seu governo, tendo sido eleito em primeiro turno com 62,2% dos votos. Claro que com menos de 100 dias de governo não se pode resolver problemas tão grandes, contudo, é preciso estar atento, pois estamos diante de grandes desafios, que precisam de gestão profissional e assertiva. A população mais carente da cidade está esperando nas filas.

Fazer a gestão da saúde para uma cidade tão grande e heterogênea não é tarefa simples e fácil, porém, a população confia e espera que dias melhores venham, com boas soluções e avanços, propostos por homens que se apresentaram diante do povo para resolver os principias problemas do município. Que Deus abençoe nosso prefeito, seu vice e seu secretário de Saúde, para que nossa cidade volte, com esta gestão, aos melhores índices da saúde pública do Estado de São Paulo, porque a secretaria é de saúde, e não de morte.

Com carinho, seu amigo, Pr. Carlito Paes!

DESAFIOS DA CONVIVÊNCIA NA PÓS-MODERNIDADE

Vivemos na era denominada pós-moderna. Com o termo mesmo diz, se trata do momento que sucede o período moderno. Entretanto, a relação entre um momento histórico (modernidade) e outro (pós-modernidade) não é apenas temporal ou histórica, mas também conceitual e cultural. Ou seja, a pós-modernidade não é apenas um período que segue a modernidade no correr dos anos, mas um período que sucede a modernidade conceitual e culturalmente, rompendo com o modo de pensar, viver e se organizar próprios da modernidade. Nos âmbitos social e comportamental isso gera um grande desafio para sociedade cristã, que vive sua cultura baseada na herança judaico-cristã, em especial no seu conceito de fé, família e trabalho.

A pós-modernidade rompe com o que poderíamos chamar de universal, em defesa do particular ou individual, e esta é uma de suas características mais marcantes. O indivíduo passa a ser mais importante do que o coletivo. Na modernidade se pensava na história humana de modo geral, em termos de uma história universal, mas hoje não se costuma falar mais em uma história da humanidade.

Na modernidade se falava também em uma verdade universal e absoluta. Em nossos dias, no entanto, falar nestes termos é algo quase que inaceitável. Isto não significa que a modernidade tenha sido de fato cristã, mas apenas que ela teve em comum com a visão de mundo cristã o fato de assumir o universal e absoluto. Por isto, em nossos dias, crer na Bíblia como Palavra de Deus, algo absoluto, é considerado ultrapassado. No passado, não crer na Bíblia como Escritura Sagrada era uma opção, hoje, crerchega a ser ofensivo.

Oposto à modernidade, o tempo no qual vivemos tem como princípio o relativismo, valorizando o particular e desprezando o universal. “O relativismo é a teoria de que a base para os julgamentos sobre conhecimento, cultura ou ética difere de acordo com as pessoas, com os eventos e com as situações” – Carl Henry.

Esse relativismo contemporâneo se aplica a três elementos: história, conhecimento e ética. A pós-modernidade questiona, em primeiro lugar, a existência de uma história comum que possa, de certo modo, identificar os homens de modo universal. Em segundo lugar, no âmbito do conhecimento, questiona a existência de uma verdade que seja universal e absoluta. Questiona finalmente a possibilidade de se estabelecer princípios morais que devam reger a conduta de todas as pessoas universalmente. Nosso tempo rejeita qualquer critério universalmente aceito para se medir valores.

Esta teoria pode ser notada nas palavras e ações do dia a dia das pessoas hoje em dia, embora seja um tanto complexa, e caminha junto ao hedonismo humano, no qual o prazer, o sentimento pessoal, torna-se mais importante do que a ética de valores do coletivo. Provavelmente muitos dos leitores deste texto já tiveram uma discussão encerrada pela seguinte frase: “não vale a pena discutir, você tem a sua verdade e eu tenho a minha”. Ou, quem nunca foi perguntado, e de certa forma afrontado, depois de ter emitido um juízo de valor sobre algo ou alguém: “quem é você para julgar?”. Tais palavras e ações revelam como o relativismo tomou conta de nossos dias e como será difícil para os que acreditam em um único Deus e na sua Palavra revelada viver em um mundo cada vez mais agnóstico, panteísta e relativista.

Como viver neste tempo? Seja ético, coerente e real, viva a verdade, seja uma referência nesses tempos onde os valores éticos e morais estão se tornando cada vez mais vulneráveis.

Ensine a verdade da fé cristã, coragem, persistência, esperança e amor. Não tenha medo e nem viva acuado. Ainda que isto custe a você um alto preço, lembre-se do que está Escrito: “Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio.” – II Timóteo 1.7.

Nossa sociedade, orgulhosa, tão sábia e inteligente, está sendo gradativamente moldada em massa, como um produto, em prisões da linguagem e máscaras de poder. Estas ideias estão nas escolas, universidades, livros, televisão, filmes, jornais e revistas. Então passando para o cidadão comum, não mais de forma sutil, mas de forma aberta, no que chamamos de “janela de Overton”, e assim, desafiam e minam a fé cristã. Fomos chamados para viver e transformar esta época, como nos ensinou o Mestre Jesus, sendo Sal e Luz no mundo, em todos os períodos da história.

Com carinho, seu amigo, Pr. Carlito Paes!

Mudanças no Mundo

O mundo está mudando, e muito rápido. Definitivamente, o Brasil e o mundo que deixaremos para nossos filhos e netos será muito diferente. Muitas mudanças são positivas, outras nem tanto.

Penso que podemos fazer muitas projeções sobre o futuro da sociedade mundial, mas, se formos sóbrios e sensatos, admitiremos que não passarão de especulações.

O fato é que, a qualquer momento tudo poderá estar diferente no Brasil e no mundo e muito pouco poderemos fazer para evitar muitas destas mudanças. Será que estamos emocional e espiritualmente preparados para viver em um mundo assim?

Outro fator interessante é a velocidade destas mudanças. O mundo está precisando lidar com mudanças radicais. Antes, elas eram mais sutis e emitiam sinais mais perceptíveis, com processos mais lentos. Se você tem mais de 45 anos se lembrará bem de todo o processo de queda do comunismo na Europa e no Leste Europeu, a unificação da Alemanha, a queda da unificada URSS e cada fator que culminou na queda da Cortina de Ferro.

A vida é dinâmica. O homem e o mundo sempre tiveram que conviver com constantes mudanças. Mas, definitivamente, estamos sentindo seus efeitos mais rapidamente.

Creio que seja o crescente efeito da tecnologia e do mundo conectado em rede em nosso cotidiano.

Hoje, a palavra mais presente que vejo na mídia neste momento de nossa era pós-moderna é instabilidade.

A todo momento, chegam as notícias de que a economia, o clima, a política e a religião vivem, de forma global, momentos de grande turbulência.

Veja dois exemplos de como tudo pode mudar, afetando diretamente a vida de pessoas comuns, sem entrar aqui no mérito dos dois fatos.
No Brasil, temos a Operação Lava Jato. No mundo, temos a chegada ao poder de Donald Trump, de longe o presidente mais controverso da estável democracia norte-americana.

Quantas mudanças esses fatos têm gerado no Brasil, nos Estados Unidos e no mundo? Como vivemos num mundo interligado, mais de vinte países já iniciaram processos judiciais para apurar o recebimento de propinas; um efeito direto das grandes empreiteiras denunciadas no Brasil.

Nos EUA, a eleição de Trump têm gerado muita instabilidade. Até agora, em especial devido a suas relações com a Rússia, as medidas de suspensão do programa de recebimento de refugiados no país e o cancelamento de emissão de vistos a sete países islâmicos.

O mundo todo está com os olhos voltados para lá, de maneira ainda mais intensa.

Esses são apenas dois exemplos, um nacional e outro internacional, que mostram como estamos expostos e vulneráveis a novos cenários que mudam rapidamente.

Na era da democratização online das informações, pessoas não precisam mais de grandes canais ou especialistas para terem sua opinião. Todos já têm a sua e cobram posicionamento de seus governantes.

Estamos preparados emocional e espiritualmente para conviver e não adoecer com toda esta realidade? Como viveremos neste mundo pós-moderno sem perder a essência de nossa humanidade?

Jesus afirmou nos evangelhos: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão” (Marcos 13.31). Alimente-se diariamente da Palavra bíblica da fé. Ela é estável em um mundo instável. Tudo passará. No passado, mais lentamente, hoje, em questão de segundos. Permaneça firme na estabilidade da Bíblia.

Termino este artigo em visita a Israel, um lugar com uma histórica intensa de mudanças e que alia de forma espetacular o uso da mais alta tecnologia com a confiança nas promessas da Palavra de Deus, feitas ao patriarca Abrão, pai da fé judaica e cristã.
Como diz o hino Castelo Forte, do monge Martinho Lutero, mentor da Reforma Protestante do século XVI: “Embora a vida vá, sei que a Palavra ficará, sabemos com certeza”.

Em dias de mudanças e instabilidade, saiba que a única coisa que você poderá controlar é o quanto você confiará em Deus. Considere isto.

Com carinho, seu amigo, Pr. Carlito Paes!

Liderança Saudável

Artigo sobre princípios de liderança saudável.

O mundo está carente de lideranças saudáveis. Isso é uma realidade no campo político, familiar, religioso, econômico, cultural, social e em diversos níveis. Quando um líder atua por interesses próprios ou somente para sua autopreservação e um determinado grupo, todos ao redor sofrem. Mas, quando um líder é justo, todos são beneficiados. E, quando um líder é aprimorado, todos ganham com ele. O sábio rei Salomão escreveu: “O rei que exerce a justiça dá estabilidade ao país, mas o que gosta de subornos o leva à ruína” (Provérbios 29.4). Essa é uma realidade para todos os níveis de liderança.
Não é um princípio que devemos nos lembrar apenas quando pensamos nos que nos lideram, mas, em primeiro lugar, quando olhamos para nós mesmos.

Liderar é influenciar. Por isso, você exerce um papel como líder em diversas esferas da sua vida: em sua família, com seus amigos, em seu ambiente profissional e também acadêmico.

Todos temos este chamado e devemos crescer dentro dele. Exercer uma função é muito diferente do que liderar. Alguém pode dar a você um cargo ou uma função, mas a verdadeira liderança é conquistada. Ela diz respeito à influência e ao impacto que é gerado na vida das pessoas. Um líder tem plena consciência dessa realidade e lida com ela com responsabilidade.

O maior exemplo de líder que a humanidade já teve foi Jesus Cristo. Sua liderança trouxe impactos consistentes e transformadores em praticamente todos os campos do conhecimento e da cultura.

E sua liderança foi pautada pela compaixão e pela ação em favor das outras pessoas.

A exemplo dele, entendemos que liderar é ser um agente de cura, um agente de transformação, um agente de desenvolvimento para os outros ao nosso redor. Se você deseja liderar melhor, aprenda a priorizar as necessidades daqueles a quem você lidera antes das suas próprias. Seja sempre sensível a elas.

O líder saudável é um agente de solução e provisão. É fácil apontar problemas e criticar;mais difícil é possibilitar soluções. Esse é o papel de um líder. Não se acomode com a frase: “não tem jeito!” Busque soluções e saídas. Jesus enxergava além que seus liderados, era otimista e realizador, pois contava sempre com a bondade de Deus.

Ao mesmo tempo, Ele incluía pessoas e conferia-lhes responsabilidades. No milagre da multiplicação de pães, Jesus deu tarefas diretas aos discípulos, e eles tiveram que trazer a comida, reparti-la e distribuí-la.

A centralização é o motivo do fracasso de muitos líderes. Algumas pessoas têm dificuldade de descentralizar decisões até mesmo no casamento! Lembre-se: ou você controla, ou você cresce!

Uma das grandes lacunas da figura da liderança em nossos dias é a falta de integridade em sua missão. O mundo está farto de líderes hipócritas. Mas a liderança saudável é aquela que vive ensinando e ensina vivendo.

Seja íntegro e pronto a crescer. A maneira como você responde diante de cada situação revela quem você é: seu nível de maturidade, sua fé, seu caráter, sua motivação. Seus liderados podem contar com o seu exemplo?

A liderança de Jesus nos ensina que a multiplicação e o crescimento acontecem quando o propósito essencial da liderança é servir os que servem. Quando a motivação é ser canal de bênção para as pessoas. Líderes que atuam apenas para servir ao próprio “estômago”, em última instância, promovem ambientes doentios e consequências ruins para todos. Mas a liderança que serve gera a compaixão de Deus.

Seja um líder, um influenciador, generoso. Há coisas que Deus nos dá que não existem para o nosso próprio benefício, mas para os de outros. Há muitos líderes excelentes em pedir e requisitar coisas, mas não têm a mesma facilidade em contribuir e doar. Quando Jesus multiplicou o pão, o resultado foi que sobraram doze cestos cheios de alimentos. Decida exercer sua influência com responsabilidade e coração para servir, em todos os ambientes que estiver. Quando você cresce, todos ganham com isso!

Com carinho, seu amigo, Pr. Carlito Paes!

Sabedoria para o ano novo

Existe um verso bíblico no Novo Testamento que diz: “Esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.” – Filipenses 3.13 e 14. Este texto nos diz que devemos esquecer o passado e avançar rumo ao novo, ao futuro. Sem dúvida que alguns acontecimentos de 2016, que foram negativos, precisam ficar no passado para que avancemos livremente, com todo gás, para este novo ano que se inicia. Como foi o ano de 2016 para você? O que foi ruim? O que você realmente precisa deixar no passado para não travar sua vida neste novo ano? Que mágoas, feridas, injustiças, decepções e tristezas precisam ser deixadas no passado? Você não pode mudar o seu passado, mais sua decisão quanto ao que fazer com ele hoje, isto você pode! O único inimigo que pode atrapalhar seu ano novo é você mesmo.

Semana que vem um novo ano com 365 dias surgirá como um cheque em branco assinado por Deus para escrevermos o melhor ano de nossa vida, e definitivamente decida deixar tudo que for falso, enganoso, duvidosos, mesquinho, egoísta e abra o coração para um novo momento, novas pessoas, novas experiências com Deus. Recuse a viver da mesma forma e a cometer os mesmos erros. Deseje um renovo, um crescimento, uma virada em sua vida em todas as áreas. Creia que esse recomeço é tempo de revisão para novos acertos, de viver para a grandeza e não para pequenez. Um tempo de mais integridade, desprendimento das coisas materiais, de mais fé, de mais sabedoria nas escolhas e decisões a serem tomadas.

Abaixo, algumas orientações para você desfrutar de um ano novo realmente melhor para sua vida, cuide…

DA MENTE: “Portanto, estejam com a mente preparada, prontos para agir; estejam alertas.” – I Pedro 1.13a. Cuide de sua mente, ela está em plena atividade o tempo todo. Enche-a da Palavra do Senhor, do meditar nos desejos e sonhos do Senhor; não permita que o diabo tenha espaço para usar sua mente e prejudicar pessoas. Não julgue, não condene, não humilhe, não inveje, ou até mesmo mate pessoas em sua mente. Guarde sua mente em Deus e sempre que você tiver que tomar uma decisão, ela não sofrerá influências do mal.

DOS OUVIDOS: Disse Jesus: “Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça!”  Lucas 8.8. Ouça Jesus. Cuide do seu ouvido, esteja atendo ao que você ouvirá e de quem. O que você ouvir vai influenciar sua vida. Veja bem que tipo de música, programa de TV e conselhos você escutará. Cuide dos seus ouvidos, pare de ouvir vozes, de ouvir seu ego e o mundo. Ouça sempre Jesus!

DOS OLHOS: Disse Jesus: “Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz.” – Mateus 6.22. Mantenha seus olhos bem fechados para a iniquidade. Não aceite ver o que Deus despreza e abomina, e direcione seus olhos para Jesus, para justiça, para bondade e veja a Luz.

DA BOCA: Disse Jesus: “O que sai de sua boca do homem, isto o torna impuro.” – Mateus 15.11. Cuide bem da sua boca. Antes de falar qualquer coisa, ore, pense, avalie. Lembre-se que você é senhor do que fala e escravo do que deixa escapar. Fale somente o tenha certeza, não se precipite com suas palavras. Ao falar seja sábio, moderado, atendo, cuidadoso e zeloso. Suas palavras podem levantar ou derrubar pessoas. Você é um servo, uma serva de Deus, não pode usar sua boca para murmurar, maldizer, atacar, mentir, julgar, condenar…

DAS MÃOS: “Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem discussões.” – I Timóteo 2. 8. Suas mãos são as mãos de Jesus na Terra, cuide bem delas, esteja atendo no que você vai pegar. Pegue instrumentos que vão servir de bênção para vida das pessoas; jamais suje suas mãos. Levante-as para o alto para glorificar a Deus e para baixo para abençoar e servir pessoas. Estendas suas mãos para repreender o inimigo e ajudar o próximo, nunca as use para promiscuidade, devassidão, ofensa, violência, corrupção, ferir, humilhar e sim para bendizer ao Senhor e abençoar vidas!

DO CORAÇÃO: Está escrito: “Quem endurece o coração cairá na desgraça.” – Provérbios 28.14. Cuide bem dele, mantenha-o na Palavra, sensível ao Espírito Santo. Coração é carne, portanto é enganoso e se não cuidar estraga e apodrece. Guarde bem o seu coração porque dele procedem as decisões da sua vida! Cuide das suas intenções, pois se as suas intenções forem boas, todos os atos executados pela sua mente e seu corpo serão abençoados por Deus. Guarde seu coração do mundo, da carne e de Satanás. Use seu coração para servir a Deus e às pessoas.

Cuide bem dessas áreas da sua vida e tenha certeza que o novo ano será de fato um bom ano novo! Não cometa os velhos erros no seu novo ano. Feliz 2017 ao lado das pessoas de sua vida!

Boas férias e até o próximo ano.

Carlito Paes
Pastor da IC SJCampos e Líder da Rede de Igrejas da Cidade