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FELIZ ANO NOVO DE OPORTUNIDADES

Todos precisamos de um novo ano! E recebemos do Eterno Criador este presente. Você está pronto para esta oportunidade? Tenho certeza de que pessoas ricas que faleceram neste ano pagariam bilhões para terem mais um ano de vida, mesmo que fossem pobres. A vida é uma benção do céu na terra! Mas, você só aproveitará esta oportunidade com novas atitudes e boas escolhas. Um novo ano não se constrói com previsões do futuro, mas com sábias decisões no presente.
Neste novo ano, esteja bem com Deus, consigo mesmo e com o próximo. Tenha atitudes saudáveis e amizades confiáveis. Cuide, em especial, de duas questões vitais: suas emoções e seus relacionamentos. Viva com paz interior, bem resolvido consigo mesmo e com saúde em seus relacionamentos. Eles são chaves para todos nós. Neles, ou você será fortalecido e empoderado, ou será empobrecido e enfraquecido. Escolha andar perto de pessoas que te fazem ser maiores a cada dia.
O velho ano de 2017 já faz parte do passado, bem ou mal, ele já acabou. Se alguma pessoa o prejudicou, não guarde mágoa, pois isso é como tomar veneno e esperar que os outros morram. É fundamental perdoar os que lhe feriram. Se você não voar mais alto e perdoar, quem acaba morrendo, antes de falecer, é você. Seja agradecido pela experiência vivida e, a partir de agora, construa para o futuro. A melhor definição de amor é tempo, e o melhor tempo é o agora.
Na vida tudo é uma questão de atitude. Decida eliminar o que foi negativo e inicie o novo ciclo de forma positiva. Olhe e viva verdadeiramente para frente. Se receber uma nova tarefa, saia da mentalidade de escassez. Não culpe os outros, mas assuma suas responsabilidades. Seja grato pelo seu momento e faça o seu melhor. Revolucione a partir da sua realidade e dos seus valores.
Como escreveu o rei Salomão: “Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida. Afaste da sua boca as palavras perversas; fique longe dos seus lábios a maldade. Olhe sempre para a frente, mantenha o olhar fixo no que está adiante de você. Veja bem por onde anda, e os seus passos serão seguros. Não se desvie nem para a direita nem para a esquerda; afaste os seus pés da maldade.” (Bíblia – Provérbios 4:23-27).
Valorize seu momento, sirva com alegria as pessoas da sua vida, mantenha seu coração grato, livre-se de más companhias, inspire-se em pessoas que pensam e vivem para a grandeza. Em seus negócios, tenha visão de águia e em seus relacionamentos, tenha coração de ovelha.

Viva para além de si mesmo. Feliz Ano Novo, com novas atitudes!

Carlito Paes
Pastor Líder da Igreja da Cidade em São José dos Campos e Rede de Igrejas da Cidade.

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TEMPO DE NATAL

A antiga canção de John Lenon relembra: “Chegou o Natal, a festa cristã, do velho e do novo!”. Celebramos o dia em que Deus nasceu no mundo em forma de uma criança, trazendo paz, luz, amor, esperança, uma nova aliança e vida para humanidade. O Filho de Deus, Jesus de Nazaré, nasceu em Belém, como uma criança humilde e marginalizada, e encontrou todos neste mundo, oferecendo-lhes a reconciliação com Deus. Herdamos muitas tradições em torno deste acontecimento. Mas o fato é que existe vida e esperança, porque existe Natal.

Sobre o nascimento de Jesus, sabemos pouco. Ele nasceu antes da morte de Herodes Magno (Mt 2.1; Lc 1.5), falecido na primavera de 750 da era romana, ou seja, no ano 4 a.C. Conforme estudos, o ano mais provável do nascimento de Jesus é 7 ou 6 antes da era cristã. Não foi na época do inverno (Lc 2:8). pois segundo a referência, o rebanho de ovelhas dormia ao relento, o que não ocorria durante os dias frios. As primeiras comunidades cristãs não comemoravam o nascimento de Jesus. Somente a partir do ano 350 o Natal começou a ser comemorado no dia 25 de dezembro. Em torno da escolha desta data há uma longa história.

Os celtas, por exemplo, tinham o Solstício do Inverno como um momento muito importante. O rigoroso inverno chegaria e não sabiam se terminariam a estação vivos. Por isso faziam um grande banquete de despedida do Sol no dia 25 de dezembro, com 12 dias seguidos de festas. Na Roma antiga, o Solstício do Inverno também era celebrado muitos séculos antes do nascimento de Jesus. Os romanos o chamavam de Saturnálias (Férias de Inverno), em homenagem a Saturno, o Deus da Agricultura, que permitia o descanso da terra. Em 274 o Imperador Aureliano proclamou o dia 25 de dezembro como “Dies Natalis Invicti Solis” (O Dia do Nascimento do Sol Inconquistável). O início do inverno passou a ser festejado como o dia do deus Sol.

A comemoração do Natal de Jesus surgiu de um decreto, feito pelo Papa Júlio I em 350. O nascimento de Cristo deveria então ser comemorado no dia 25 de dezembro, substituindo a veneração ao deus Sol pela adoração ao Salvador Jesus Cristo.

Nosso calendário atual é uma forma recente de contar o tempo. Foi o Papa Gregório XIII que decretou seu uso através da Bula Papal “Inter Gravissimus“, de 1582. A proposta foi formulada pelo físico napolitado Aloysius Lilius e aprovada no Concílio de Trento (1545/1563). Na ocasião, corrigiu-se um erro na contagem, excluindo 11 dias do calendário. A decisão fez com que ao dia 4 de outubro de 1582, sucedesse imediatamente o dia 15 de outubro do mesmo ano. Os últimos a adotarem este calendário foram os russos, em 1918.

O fato interessante desta correção é que o Solstício do Inverno foi deslocado para outra data. Dependendo do ano, o início do inverno se dá entre o dia 21 e 23 de dezembro. A razão fundamental para a comemoração do nascimento de Jesus em 25 de dezembro se perdeu com a mudança no calendário, mesmo que a data continua sendo comemorada.

Ainda assim, o mais importante é o fato do Natal. Celebremos este ato de amor maravilhoso de Deus: Ele veio ao mundo e inaugurou uma nova vida entre nós. Este é o motivo da nossa festa. Vamos juntos, povos do norte e do sul, festejar o Natal de Cristo, a chegada do amor de Deus ao mundo! Chega o Natal, feriado em todo mundo que celebra junto à cristandade o nascimento do Rei dos Reis, Senhor dos senhores, Jesus Cristo, o Filho de Deus.Para nós, habitantes do Hemisfério Sul, há menos razões ainda para se comemorar o Natal no dia 25 de dezembro. Nesta data vivemos os primeiros dias do verão e não do inverno. Porém, herdamos as tradições cristãs que vieram do Hemisfério Norte e, seja você um cristão ou não, cada vez que você escreve a data em um caderno ou computador, está fazendo uma referência direta ao nascimento de Jesus Cristo, que mudou para sempre a forma de contarmos os nossos dias.

Feliz Natal com Jesus e um ano novo repleto de muitas bênçãos!

Carlito Paes
Pastor Líder da Igreja da Cidade em São José dos Campos e Rede de Igrejas da Cidade.

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CHEGOU O ADVENTO DO NATAL!

No primeiro século da era cristã, um acontecimento mudou para sempre a História da humanidade. Foi um impacto sem igual, em especial para a civilização ocidental, e ultrapassou o campo da religião, trazendo mudança social, cultural, educacional e espiritual para toda a humanidade. Este fato foi o de que nasceu Jesus de Nazaré, em Belém, antiga província romana da Judeia. Hoje, para a cristandade, entramos aos domingos que antecedem o Natal, chamados de ciclos do advento.

Segundo o evangelho, certa noite, o anjo trouxe a grande notícia aos pastores que estavam no campo: “Não tenham medo! Estou aqui a fim de trazer uma boa notícia para vocês, e ela será motivo de grande alegria também para todo o povo!” (Lucas 2:10). Gosto muito destas duas expressões: “Não tenham medo” e “Notícia de grande alegria”. Quando percebemos o que é natal em essência, precisamos admitir que o mundo continua precisando, e muito, destas boas novas. Todos nós precisamos vencer nossos medos e precisamos de verdadeira alegria.

Jesus Cristo veio ao nosso mundo para trazer, em meio a cenários de medo, notícias de alegria para todos os homens. Na época, o povo hebreu era oprimido pela ocupação romana, e ansiava pelo nascimento em Belém do Messias prometido há 600 anos pelo profeta Miqueias (5:2-5). A notícia do advento do natal foi e continua sendo de alegria, paz, luz e libertação.

Ainda que seja quase certo que a data exata do nascimento de Jesus não tenha sido dia 25 de dezembro – pastores não estariam em pleno inverno ao relento guardando seus rebanhos – isso não faz a chegada do natal menos importante. O que importa é que, de fato, Ele nasceu. Deus se humanizou para demonstrar seu grande amor para a humanidade e, por isso, Jesus é o nosso Deus Emanuel (Deus presente). Esta é a mais linda manifestação de amor que a humanidade já pôde conhecer. Esta é a essência desta data: o Pai tornou-se nosso.

Ao longo dos anos, cada povo trouxe sua contribuição cultural à data. Da Alemanha veio a árvore, da Itália o presépio, da Turquia a tradição de São Nicolau, dos EUA vieram os musicais natalinos e a ceia com o peru. Nestes tempos de decoração iluminada, presentes, canções natalinas, ceia, presépios e amigo secreto, o que não podemos é deixar de celebrar a pessoa do natal, Jesus, e o significado espiritual que é a sua vida presente em nosso mundo.

Que neste natal, acima da crise e adversidades, todos nós, pensemos nos outros! Seja você um devedor do amor, um doador, e não um cobrador. Entenda que, com Jesus no coração, você já está no lucro. Neste advento, tenha um coração agradecido, fraterno, altruísta, que no pouco ou na fartura é satisfeito. Na verdade, o aniversariante é Ele, Jesus, e não nós. A celebração é a Ele. Natal é tempo de fraternidade, de dar e receber perdão, é tempo de amor, de paz, de reconciliação entre os homens e o Criador. Então, celebre. Ele venceu o medo e nos trouxe eterna alegria!

Que venha o advento natal de Jesus sobre todos nós. Está chegando o natal, celebremos com votos de paz na terra!

Carlito Paes
Pastor Líder da Igreja da Cidade em São José dos Campos e Rede de Igrejas da Cidade.

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“ESSA GENTE MORENA INCÔMODA”

O jornalista José Roberto Guzzo, escritor da Veja, embora grande articulista, produziu o artigo “Essa gente incômoda”, referindo-se a cristãos de fé protestante no Brasil. O texto é tanto mergulhado no preconceito quanto superficial e generalista.

Relembro a história dos protestantes históricos no Brasil, tão antiga quanto o próprio país. Inicia-se com franceses protestantes, chegados em 1555. Em 1578 é publicado em Paris a História de uma Viagem à Terra do Brasil, de autoria do pastor Jean de Léry, um relato de sua expedição ao Brasil. Em1557 os reformados holandeses tiveram seu primeiro culto evangélico em terras brasileiras e possivelmente nas Américas. Cem anos depois, no período de domínio holandês encabeçado por Maurício de Nassau, a Igreja Evangélica Reformada era a oficial, com considerável liberdade religiosa a católicos e judeus. Após sua expulsão em 1654, foi apenas com a vinda da família real portuguesa ao Brasil e o Tratado de Comércio e Navegação com os ingleses que houve nova abertura aos protestantes. No Brasil imperial, sob regime dos portos abertos portugueses, há um novo crescimento da fé reformada. A Igreja Evangélica Fluminense foi fundada em 1858 e a Igreja Presbiteriana do Brasil em 1859. No Sul e Sudeste do Brasil, os luteranos, episcopais e batistas chegaram com maior presença em fluxos migratórios. Seu legado de hospitais, escolas, universidades e organizações sociais filantrópicas é imenso.

A partir do século XX, todas as igrejas evangélicas históricas já estavam em solo brasileiro e também se miscigenaram à brasilidade, seguindo o exato mesmo caminho do catolicismo romano, que foi se aculturando à realidade brasileira indígena e afrodescendente. A fé evangélica de protestantes históricos e suas subdivisões foi dando lugar às igrejas pentecostais, neopentecostais e comunitárias, sob a influência do jeito de ser brasileiro. A realidade fragmentada e eclética que vemos na igreja evangélica brasileira, formada por divisões nacionais de igrejas brasileiras ou por novas incursões de missionários advindos do exterior, é claramente a mesma realidade da sua sociedade em que se encontra: plural, diversa, mística e passional.

Guzzo em seu texto maldoso apenas joga mais divisão em meio a este povo brasileiro já tão subdividido, ainda que, a despeito de suas diferenças de mais de 500 anos de história, as tem superado e convivido pacificamente. Sobre estes, ele diz: “esse povo composto por morenos e brasileiros, vem sendo visto com horror por gente do bem da sociedade”. Que tipo de afirmação é esta? Conclui, ainda, que esta “gente incômoda”, “são um problema sem solução”. Esta “gente” a que se refere, representa 22% da população brasileira; gente, literalmente, de todas as etnias, classes sociais, escolaridade, preferências, sexo, cor e idade.

Ser um cristão evangélico é ser brasileiro. É ser sal e luz, como ensinou nosso Mestre. Relembro o fato, inclusive, neste mês em que completamos 500 anos da Reforma Protestante, um movimento que trouxe tanta luz à sociedade e ao saber em meio à era das inquisições, com legados inimagináveis para a humanidade. Agora, para ser um mal exemplo e um extremista, bom, para isso não é preciso ser evangélico. Nem cristão, ou religioso. Basta ser humano. Talvez Guzzo esqueceu-se de que até cristãos evangélicos também são humanos, como ele.

Sobre incomodar? Neste ponto não discordo totalmente. Um dos primeiros cristãos do mundo, um oficial romano convertido do judaísmo e cujo nome foi dado pela igreja católica romana portuguesa a nosso estado, o apóstolo Paulo, sofreu com seu companheiro Silas o seguinte estigma nas ruas de Tessalônica, ao levar o Evangelho de Jesus a gentios: “Estes que têm transtornado o mundo, chegaram também aqui” (Atos 17:6). De fato, cristãos verdadeiros incomodam o mundo há 2.000 anos.

Ser um cristão verdadeiro é aceitar o que Jesus, seu Evangelho e sua Palavra dizem sobre a vida, a família e a sociedade. Ser cristão é ser maior que o Cristianismo. É ser de Jesus e seguir Seus ensinamentos por meio de um relacionamento pessoal de fé. É tempo de cessar as polaridades e as divisões. Voltemos à racionalidade, ao bom senso e à boa fé cristã.

Carlito Paes
Pastor Líder da Igreja da Cidade em São José dos Campos e Rede de Igrejas da Cidade.

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A REALIDADE DO ABUSO E VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS NO BRASIL

No período da dominação romana sobre as terras de Israel, nos dias de Jesus, mulheres e crianças não eram sequer consideradas nas estatísticas da população. Dentro deste contexto, a valorização e inclusão feitas por Jesus, em particular aos menos valorizados da sociedade – incluindo pobres, imigrantes, deficientes, crianças e mulheres – estão por todos os seus Evangelhos. Fica claro que ninguém fez tanto e em tão pouco tempo pelos direitos humanos em toda história da humanidade como Jesus. E ele não gerou violência ou segregação de nenhum grupo ao fazê-lo. Sua revolução teve por base seu amor, integridade, coerência e palavras. Jesus nunca pegou em armas, nunca se rebelou contra o Estado, não dividiu a sociedade e, com sua revolução pacifista e de fé, também influenciou e transformou todo mundo mais do que qualquer outro. Seu legado é nossa maior motivação para continuarmos a luta, em especial pelas crianças que sofrem em nosso país!

Segundo dados do Portal Brasil, as agressões contra crianças e adolescentes entre 4 e 14 anos, somam mais da metade dos registros e são 57,78% das vítimas registradas no país. Um estudo global sobre violência infantil realizado pela ONU revela que a cada ano 275 milhões de crianças são testemunhas de atos violentos em suas famílias, 126 milhões trabalham em atividades consideradas de risco ou escravidão e entre 100 e 140 milhões de meninas e adolescentes sofreram mutilação genital em países de maioria islâmica.

São três os tipos de violência que predominam contra as crianças. Primeiro, há os casos de negligência (72,81%), quando são deixadas sem comida, banho ou remédios. Em seguida, há as ocorrências de violência psicológica, 45,74% dos casos. Por fim, as agressões físicas que representam 42,42% das denúncias. A quase totalidade é de maus-tratos (92,22%). A maioria dos agressores são parentes da própria criança. Mães, pais, irmãos, avós e tios são 67,94% são os abusadores e violentadores. Dessa forma, os casos de abuso costumam ocorrer dentro de casa, num total de 48,74%! Hoje, o Brasil é o segundo país do mundo em número de assassinatos de crianças e adolescentes, atrás apenas da Nigéria, que sofre com a opressão das tribos radicais do Norte do país que praticam em massa mutilação genital em suas meninas. Vale lembrar que existe uma linha exclusiva para que todos possam vir a denunciar violências praticadas contra crianças e adolescentes; em São José dos Campos, é o 153.

Faça sua parte! E como Jesus, abençoe crianças: “Então disse Jesus: ‘Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas’, depois de orar e impor suas mãos sobre elas, as abençoe e partiu” (Mateus 19:14-15).

Carlito Paes
Pastor Líder da Igreja da Cidade em São José dos Campos e Rede de Igrejas da Cidade.

A REFORMA PROTESTANTE E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA O MUNDO

O período medieval europeu foi finalizado por dois grandes movimentos consecutivos e interligados: o movimento Renascentista, a partir do século XV, e o movimento da Reforma Protestante, a partir do XVI. Artistas e humanistas do Renascimento europeu procuravam fazer uma releitura das artes e literaturas clássicas, enquanto os reformadores buscavam uma releitura do cristianismo primitivo e das Escrituras Sagradas, que foram sendo desfigurados ao longo dos governos e decretos papais. Indiretamente, a Reforma surgiu do Renascimento. E a Reforma, por sua vez, trouxe o fomento e o desenvolvimento do mundo moderno tal como o conhecemos hoje. Gerou dádivas desfrutadas ainda hoje, como a liberdade do indivíduo, a igualdade, o nacionalismo e a democracia. Aconteceram também mudanças nas leis, no casamento e na família. Ainda, o movimento missionário decorrente direta e indiretamente da Reforma Protestante, juntamente com a reação católica romana, influenciou de forma profunda o Novo Mundo, que estava prestes a surgir com novos conceitos e instituições na educação, governo e saúde, literalmente, até os confins da terra.

Na política, o estado moderno é fruto da quebra do monopólio católico de controle do estado europeu. A igreja controlou o estado medieval, mas a Reforma fortaleceu o ideal do estado secular, um princípio bíblico, o que contribuiu para o crescimento da liberdade política regional.

Os fundamentos da igualdade e liberdade são evolução da tese luterana de que não existe diferença entre leigo e clérigo, de que todos são iguais perante Deus. Todos os Pais da Reforma insistiram no conceito dos diretos e responsabilidades do indivíduo em interpretar as Escrituras segundo sua consciência e orações. As mudanças se seguiram para o estado de direito e o capitalismo e, bem ou mal, foram um fundamento para a economia moderna.

A elevação do status da mulher, a dignidade do ser humano e a libertação dos escravos foram algumas das ações diretas da evolução dos princípios que a Reforma Protestante trouxe ao mundo. Reformadores e missionários pós-Reforma conseguiram realizar a abolição de escravos, do tráfico e da prostituição, a queima de hereges e genocídios de deficientes físicos e sacrifícios de crianças, lutas que persistem até hoje. Embora ainda aja pouco reconhecimento pela sociedade pós-moderna acerca da raiz de seus direitos e valores desfrutados na atualidade, em especial para o pensamento, leis e sociedade civil, o legado aí está. Breve leitura histórica apontará para esta grande luz que veio sobre a humanidade.

Portanto, salve 31/10/2017! Celebremos os 500 anos da Reforma Protestante e seu legado eterno para própria cristandade e para todo mundo.

Carlito Paes
Pastor Líder da Igreja da Cidade em São José dos Campos e Rede de Igrejas da Cidade.

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SAÚDE PLENA É IMPORTANTE

Alguém já disse que a diferença entre remédio e veneno pode ser a dose. Em tempos com uma preocupação grande com a saúde, essa máxima é válida. Cuidar da saúde é uma questão de boa mordomia cristã. Porém, é preciso equilíbrio e cuidado. Nas vitrines da cultura televisiva e virtual de nossos dias existem alguns padrões de comportamentos vendidos e consumidos sem nenhuma reflexão ou mesmo responsabilidade. Pessoas estão emagrecendo e engordando sem qualidade de vida nem saúde plena.

A saúde, bem como a falta dela, desponta como um grande tema na vida cotidiana. E é preciso, urgentemente, repensar nossos valores sobre ela. Pergunto: em essência, qual a maior intenção ao cuidar do nosso corpo e da nossa saúde física? Muitos casos de distúrbios alimentares e obesidade, por exemplo, têm ligação direta com doenças ou problemas emocionais. Por outro lado, será que a atenção excessiva com o corpo e a beleza não existem para acobertar uma dor emocional mal curada ou a fuga de problemas relacionais? É preciso pensar em saúde, mas trazendo à tona o equilíbrio e as intenções. O grande estadista e intelectual de seu tempo, o sábio Salomão, disse: “Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida” (Provérbios 4:23).

A corrida por um corpo malhado e fisicamente em forma não pode ser motivada apenas pela estética ou prazer, mas tem que existir a partir de um contexto maior de satisfação e bem estar. Precisamos de todo o nosso corpo bem cuidado na “medida certa”, na “justa medida”, como diz a metafísica de Platão. Sabemos que o cuidado com o corpo nos traz benefícios à mente, tira-nos o enfado e a preguiça, dá-nos disposição. No entanto, a saúde plena vai mais a fundo. O apóstolo Paulo escreveu em uma de suas cartas: “O exercício físico é de pouco proveito; a piedade, porém, para tudo é proveitosa, porque tem promessa da vida presente e da futura” (1 Timóteo 4:8). Exercícios físicos desassociados ao cuidado do espírito não terão efetivo proveito.

De que adianta um corpo sarado e um coração podre? Músculos em evidência e um espírito intragável? Nossa saúde está ligada à espiritualidade. Ela nos leva a encontrar sábios meios para o equilíbrio e, nossa vida na Terra. Precisamos restaurar a “justa medida” em nossa natureza. Discernir o que é demais, o que falta, o que é um exagero. Tais decisões são uma educação para a nossa saúde.

Avalie bem e seja equilibrado. Cuide tanto do corpo, como da mente, da alma e do espírito. Viva de forma saudável!

Do contrário, você pode ficar doente por exercícios e se tornar um escravo do culto ao corpo e a beleza. Nunca se esqueça de ajudar o próximo. Não se contente com corpo saudável, mas com mente fraca e um espírito podre.

Carlito Paes
Pastor Líder da Igreja da Cidade em São José dos Campos e Rede de Igrejas da Cidade.

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O QUE É EMUNAH?

O grande espetáculo do Auto de Páscoa em sua 14ª edição traz este ano o espetáculo Emunah. Mas o que isto significa? A palavra Emunah aparece na Bíblia pela primeira vez em Habacuque, onde encontramos o seguinte texto: “Eis o soberbo! A sua alma não é reta nele; mas o justo pela sua fé (emunah) viverá.” (Habacuque 2.4).

A importância deste versículo pode ser medida pelas citações a ele no Novo Testamento, onde encontramos:

“É evidente que pela lei ninguém é justificado diante de Deus, porque: O justo viverá da fé” Gálatas 3.11.

“Porque no evangelho é revelada, de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.” Romanos 1.17.

E, “Mas o meu justo viverá da fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele.” Hebreus 10.38.

Apesar de encontrarmos nestes textos a palavra grega “pistis” temos que considerar que na mente dos escritores do Novo Testamento, ao citar este texto, o que lhes vinham à memória era a palavra em hebraico “emunah”.

Assim, se queremos entender melhor o que estes homens queriam ensinar sobre a fé, como meio de alcançarmos a graça de Deus, devemos nos ocupar em entender o significado de “emunah”.

Emunah deriva de outra palavra hebraica: “aman“. É justamente essa palavra que encontramos em Gênesis 15:6, onde lemos: “E creu (aman) Abrão no Senhor, e o Senhor imputou-lhe isto como justiça.” Gênesis 15:6.

Outro detalhe interessante é que do mesmo radical da palavra “aman” temos formadas as palavras “emet” e “amar”. “Emet” é a palavra usada para “verdade” enquanto que “amar” é a palavra usada para “dizer”, “falar” ou “proclamar”.

Essas associações são interessantes e sugestivas. Atualmente usamos a palavra “fé” para indicar, na maioria das vezes, a confiança em práticas religiosas. Mas analisando melhor o contexto das Escrituras vamos aprender que “fé” é muito mais que isso.

Vamos entender melhor isso nas palavras do escritor de Hebreus: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem.” Hebreus 11.1.

Segundo o escritor aos Hebreus a “fé” é a “certeza”, a “convicção”, a “firmeza” de fatos que ainda se esperam. Isso pode parecer estranho, já que “fato” é algo com um lugar definido no tempo e no espaço. Em um primeiro momento, não parece lógico um “fato” que ainda não ocorreu.

Aqui temos uma importante definição sobre “fé”. A “fé” é quando creditamos o peso de verdade a algo ou alguém, considerando as afirmações deste algo ou alguém como um “fato” indiscutível, independentemente deste “fato” ainda não ter acontecido ou estar em um passado longínquo.

Assim, a “fé” remove todas as dúvidas, apesar de ser transcendente, não é irracional, pelo contrário, com o conhecimento essa “fé” pode ser aumentada e aperfeiçoada. Por isso Paulo nos ensina: “Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo.” Romanos 10.17.

Mas como a “fé” pode ser o meio para alcançar a Salvação?

A Bíblia Sagrada não faz distinção entre “fé” para salvação, ou “fé” para se alcançar uma cura, não existe isso nas Escrituras. Na Palavra de Deus encontramos apenas “fé”.

A questão é que ao depositar fé na Salvação apresentada pelas Escrituras temos por certo e plenamente verdadeiro as condições que envolvem o Evangelho.

Ao depositar “fé” na Palavra de Deus, estamos convictos de nossos pecados e culpas, de nossa incapacidade de nos redimir com nosso Criador, estamos convictos do amor de Deus ao nos chamar ao arrependimento, dando-nos seu Filho e, diante dessa convicção, que temos por “fato”, ou “verdade absoluta”, somos impelidos a viver com “fidelidade” a tudo o que a Palavra nos exige, tanto em nossa conduta, como em nossas expectativas.

E é por isso que Jesus diz: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.” João 14.21.

Aquele que deposita a “fé” em Deus não tem dificuldade alguma em procurar obedecer aos mandamentos e servir a Deus, pois a “fé” leva à “fidelidade”. Não há nenhuma contradição quando se entende os fundamentos da fé.

O oposto disso é o legalismo, que condiciona a Salvação através de práticas religiosas por força ou imposição, e não sendo fruto da fé.

Também a “fé” deve gerar uma esperança firme e convicta, que nos norteia e consola.

Outro aspecto importante a ser destacado é a similaridade entre as palavras em hebraico “aman” e “amar” (crer e proclamar). Ambas possuem o mesmo radical, e encontramos o apóstolo ensinando: “pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.” Romanos 10:10.

Assim percebemos que a confissão e o testemunho são inerentes à fé. Quando depositamos a fé em nosso Deus nos tornamos arautos de seus feitos. E nisso concorda o Messias quando diz: “O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, do seu mau tesouro tira o mal; pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca.” Lucas 6.45.

Portanto, se tem ouvido a Palavra de Deus, busque aperfeiçoar em seu coração a “fé” correta, que será a verdadeira balança em seu coração, para amar e aplicar em sua vida os princípios da Vontade de Deus, expressa em seus mandamentos.

Viva sua fé em Deus, 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem dogmas, rituais e ou religiosidade, viva uma fé plena e operante, concreta e relacional, uma fé viva no único Deus vivo, que através de seu único Filho, Jesus, fez-se vida para nós.

Viva Emunah em Deus hoje!

Carlito Paes
Pastor Líder da Igreja da Cidade em São José dos Campos e Rede de Igrejas da Cidade.

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O AUGE DA PÁSCOA CRISTÃ

“Não tenham medo”, disse ele. “Vocês estão procurando Jesus, o Nazareno, que foi crucificado. Ele ressuscitou! Não está aqui.” – Mc 16.6 

Chegamos ao domingo de Páscoa, o ponto máximo da grande celebração da cristandade; o domingo da ressurreição chegou! Ficou para trás a tristeza da traição, a agonia do jardim do Getsêmani, a dor cruel do calvário, a morte vicária na cruz, o sangue derramado e a incógnita pelo silêncio do sábado. Agora é domingo e sua maior mensagem é a de que a cruz está vazia. O túmulo está vazio e a fé está viva em todo mundo, porque Jesus, o Cristo, ressuscitou e vive eternamente.

A festa da Páscoa é de origem judaica –  Pessach – instituída antes mesmo do surgimento do Cristianismo. Tratava-se de uma comemoração do povo judeu por terem sido libertados da escravidão no Egito, que durou aproximadamente 400 anos. Essa libertação coincidiu com a Primavera, que ocorria no mês hebraico (nissan) correspondente aos últimos dias de março e meados de abril. Hoje, a data é comemorada anualmente no primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre no início da primavera (no Hemisfério Norte) e do outono (no Hemisfério Sul), sempre entre os dias 22 de março e 25 de abril.

A Páscoa foi ampliada pelo Cristianismo com um novo sentido, o sentido do Evangelho, o de que Jesus veio nos libertar dos nossos pecados pelo derramento do sangue inocente do Cordeiro de Deus.  Como está Escrito: “No dia seguinte João viu Jesus aproximando-se e disse: “Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” João 1.29.

Os judeus seguem a tradição descrita no livro do Êxodo: “E este dia será um memorial que vocês e todos os seus descendentes celebrarão como festa ao Senhor. Celebrem-no como decreto perpetuo” (Êxodo 12.14). Durante as festividades da Pessach, é feito um jantar especial de comemoração chamado “Sêder de Pessach”, que tem o objetivo de reunir toda a família. O Pessach judeu é comemorado durante sete dias.

Absorvendo a raiz de origem judaica, a Páscoa cristã, pela sua história significa a festa mais importante para o cristianismo, pois representa a ressurreição de Jesus Cristo, o filho de Deus.

Durante os 40 dias que precedem a Semana Santa e a Páscoa – período conhecido como Quaresma – os cristãos se dedicam à meditação para lembrar os 40 dias passados por Jesus no deserto e os sofrimentos que ele suportou na cruz do calvário por amor a humanidade.

A Semana Santa começou domingo passado com o chamado “Domingo de Ramos”, que lembra a entrada de Jesus em Jerusalém, ocasião em que as pessoas cobriam as ruas da cidade de Jerusalém com folhas de tamareiras, para comemorar a sua chegada.

A Sexta Feira Santa é o dia em que os cristãos lembram a morte de Jesus na cruz. E por fim, com a chegada do Domingo de Páscoa, os cristãos celebram a Ressurreição de Cristo e a sua primeira aparição entre os seus discípulos, o domingo é o dia da vitória da morte sobre a Cruz, é o domingo da liberdade, o bem triunfando sobre o mal.

Segundo as Escrituras, Jesus, por ser judeu, participou de várias celebrações pascais. Ele e sua família se deslocavam de Nazaré à Jerusalém frequentemente para as festas judaicas, e esse costume continuou em sua vida adulta ministerial. Por isso ele pousava na casa dos seus amigos em Betânia, Lázaro, Marta e Maria. Quando tinha doze anos de idade foi levado pela primeira vez por seus pais, José e Maria, para comemorar a Páscoa, conforme narram algumas das histórias do Novo Testamento da Bíblia.

A mais famosa participação relatada na Bíblia foi a chamada “Última Ceia”, na qual Jesus e os seus discípulos fizeram a “comunhão do corpo e do sangue”, simbolizados pelo pão e pelo vinho. Nesta oportunidade, Jesus nos deixou uma ordenança que, após sua partida, seu povo deveria sempre se lembrar, até a sua volta, de que seu corpo e seu sangue foram entregues para que cada um de nós tivéssemos comunhão com Ele. A igreja cristã guarda e celebra esta ordenança periodicamente em suas liturgias.

Neste dia tão importante para todos nós, o essencial é lembrarmos de que Jesus ressuscitou e hoje Ele vive, governa e intercede junto ao Pai por todos nós individualmente, que seja hoje também um tempo de ressurreição para sua vida, sonhos e projetos com Deus. Feliz Páscoa! Jesus já ressuscitou em seu coração também?

Carlito Paes
Pastor Líder da Igreja da Cidade em São José dos Campos (SP) e da Rede de Igrejas da Cidade.

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OS DESAFIOS DA SAÚDE

Diariamente, ouvimos pessoas falando que precisamos cuidar bem da nossa saúde física e mental. As dicas vão desde boa alimentação, exercícios, visitas médicas, perder peso etc. Inclusive, as Escrituras Sagradas recomendam a boa saúde. Veja esta palavra do apóstolo João ao seu discípulo Gaio: “oro para que você tenha boa saúde e tudo lhe corra bem, assim como vai bem a sua alma.” III João 1.2. E, claro, sábio é quem escuta estes conselhos e os pratica, cuidando de forma ativa e preventiva da sua saúde pessoal, afinal, a prevenção ainda é o melhor remédio.

Felizmente, a sociedade vem despertando para o assunto, cuidando melhor da sua saúde. Então, resta agora outra pergunta: estamos cuidando bem da saúde da cidade? Esta questão é bem mais complicada, desafiadora e complexa. Estamos falando da coletividade e existem muitas variáveis e gigantes a serem superados.

Quando falamos da saúde pública no que diz respeito a tratar os nossos doentes, o cenário, segundo estatísticas, revela que nossa cidade está perdendo sua saúde. É necessário cuidar de pacientes com consultas, exames, cirurgias, tratamentos, internações e medicações, além de gerir pessoal, instalações, equipamentos e campanhas. Estes sinais não apontam para a alta hospitalar, mas sim para o tratamento intensivo. Para se ter uma ideia, existem mais de sete mil pessoas na fila esperando por uma cirurgia eletiva e, em alguns casos a espera é de até três anos. Será que muitos vão poder esperar? Pela falta de médicos, temos espera no agendamento de consultas, pela falta de equipamentos temos espera para exames. Na área de ortopedia, por exemplo, estão sendo chamados para cirurgias pacientes que aguardam desde 2013 na fila. É claro que existem alguns fatos ou índices isolados que melhoraram para o cidadão que depende exclusivamente da saúde pública, mas, no geral, a realidade de São José dos Campos, carinhosamente chamada de “capital do Vale” (e sabemos que esta referência vem por sermos a maior cidade da região), tem visto declínios alarmantes. Em especial, a população que vive e trabalha na cidade, percebe que juntamente ao crescimento da população, à crise brasileira e aos problemas de gestão pública, os problemas se atenuam, em especial em questões de saúde, transporte e segurança.

Lembre-se que na campanha eleitoral municipal, uma pesquisa apontou que a maior preocupação da população era a saúde. E de fato, nossa saúde pública, em geral, está piorando nos últimos dez anos, segundo dados estatísticos estaduais. Em 2005 o município estava na 6ª posição; hoje estamos na 20ª. Interessante é que tanto na gestão passada, com Dr. Itamar Coppio, quanto na atual, com Dr. Ricardo Nakagawa, os vices prefeitos de nossa cidade são médicos com larga experiência na área da saúde.

Nossa rede municipal de saúde conta com 558 médicos efetivos, 40 UBSs, cinco UPAS, três hospitais e mais de 2.000 funcionários. Todavia, mesmo com toda esta estrutura a saúde não está bem. Eu realmente creio que este assunto precisa ser visto com muita atenção e vontade política porque a saúde tem pressa.

Sem ação, investimentos e decisões difíceis, a saúde vai ficar cada dia mais doente. Toda a cidade espera que o novo gestor de São José dos Campos, o prefeito Felício Ramuth, priorize este assunto em seu governo, tendo sido eleito em primeiro turno com 62,2% dos votos. Claro que com menos de 100 dias de governo não se pode resolver problemas tão grandes, contudo, é preciso estar atento, pois estamos diante de grandes desafios, que precisam de gestão profissional e assertiva. A população mais carente da cidade está esperando nas filas.

Fazer a gestão da saúde para uma cidade tão grande e heterogênea não é tarefa simples e fácil, porém, a população confia e espera que dias melhores venham, com boas soluções e avanços, propostos por homens que se apresentaram diante do povo para resolver os principias problemas do município. Que Deus abençoe nosso prefeito, seu vice e seu secretário de Saúde, para que nossa cidade volte, com esta gestão, aos melhores índices da saúde pública do Estado de São Paulo, porque a secretaria é de saúde, e não de morte.

Com carinho, seu amigo, Pr. Carlito Paes!